Mostrando postagens com marcador Ambiente regulado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ambiente regulado. Mostrar todas as postagens

sábado, 24 de outubro de 2009

Assimetria de informação no setor de energia elétrica: vale a pena ver de novo?

Parece até filme repetido, ou melhor, novela repetida. Os fatos sobre a energia elétrica e os valores cobrados a maior pela concessionária de energia novamente se colocam em evidência na mídia. Porém, o que se vê é um total desconhecimento do que ocorre nesse ambiente, principalmente por aqueles que procuram defender a população, a maior prejudicada.
O que aconteceu no Estado de Mato Grosso do Sul serviu de exemplo para todo o Brasil, mostrando que a falta de informação, aqui tratada como a assimetria de informação no ambiente regulado, pode onerar substancialmente os consumidores desse serviço público. Mas o exemplo parece não ser seguido pelos outros estados, como foi observado nas falas do superintendente do PROCON-SP, que mostrou total falta de conhecimento sobre como agir nesse cenário, apenas alardeando a notória realidade.
Obviamente que a culpa não é dele, afinal, conhecer e entender o ambiente regulado não é nada fácil, sobretudo se as regras do jogo são dadas, mas não controladas efetivamente pela ANEEL, que deveria ser o “árbitro” imparcial. Ter acesso às informações e fazer sua eficaz gestão também se torna complicado, tendo em vista a gama de variáveis envolvidas.
O que se vê é novamente uma discussão a ser desencadeada, mas que nem de longe mostra resultados concretos, a tomar como exemplo a CPI instaurada, e que mexe, ou tenta mexer, no órgão máximo da escala federal. Doce ilusão.
Mato Grosso do Sul foi o pioneiro, após outras tentativas, em forçar respostas por parte da agência reguladora, bem como da própria concessionária, e que teve como conseqüência a devolução dos valores cobrados a maior dos consumidores do Estado. Porém, o diferencial dessa batalha que ainda não acabou foi que a assimetria de informação esteve minimizada, em minha opinião, pela primeira vez. O conhecimento sobre o ambiente regulado passou a fazer parte dos membros do Conselho de Consumidores de Energia, os quais procuraram, por meio de consultoria, obter conhecimento necessário para questionar a concessionária e a própria ANEEL, tanto na questão econômica, jurídica, quanto na própria regra do jogo.
Não prolongarei a conversa , até porque discuti muito desse cenário em minha pesquisa, porém indago: Por que os outros estados não usam o exemplo de Mato Grosso do Sul e seguem nessa linha de trabalho? Por que voltar no começo, correndo o risco de se perder no caminho? Para que “inventar a roda” novamente? Esse povo gosta de novela.
Acompanharemos os novos capítulos, e veremos o que a assimetria de informação é capaz de fazer. Enquanto isso, todos continuam a pagar suas contas de energia, sem saber realmente o porquê de tais valores.
VISUALIZE OU FAÇA COMENTÁRIOS: CLIQUE AQUI