No meio tempo em que fiquei sem postar, algo me provocou uma vontade repentina de saber como o mundo me vê, ou melhor, como eu sou visto na grande teia global, “dominada” pela ferramenta Google.
Partindo do pressuposto que somos aquilo que o mundo nos descreve, observe que o filtro de tal descrição passa quase que em sua totalidade pelo que o Google direciona através dos seus mecanismos de busca, e que passa a ser a verdade a respeito de cada um.
Um ponto interessante a ser notado é que muitas instituições, ao contratar determinado profissional, estão utilizando a internet como forma de seleção, seja através de visitas ao perfil do candidato no Orkut, seja através de seu blog na internet, ou mesmo através de busca em ferramentas como o Google. A escolha depende agora também do que a web recomenda, e do que ela fala a seu respeito. Se ela não falar nada a seu respeito, isso pode até ser um mau sinal: você não existe no mundo (ao menos virtual).
Outro fator a ser levado em consideração com nossas informações na internet é a predominância de conteúdos que acabam por dar a nós um estereótipo, ou, um perfil profissional. O que pensaria um analista de RH de uma empresa ao buscar o nome de um candidato na internet e descobrir páginas e páginas de editais de concursos públicos? Será que seria contratado em detrimento a outro candidato que participa e aparece em listas de discussão, em fóruns ou em palestras e workshops?
O mercado de trabalho busca um profissional alinhado ao seu objeto de trabalho ou pesquisa, em constante movimento, e a web passa a ser o disseminador daquilo que acontece também no mundo real.
Assim, convido vocês a fazerem um teste: pesquisem seus nomes e descubram: o que o google diz de você? Bibliotecários, vocês existem para o mundo (web)?? Seu nome está ligado à sua atividade e profissão?? Você está em movimento??
Obviamente que alguns nomes por serem comuns serão posicionados com outros não relacionados, mas não impedem de descobrir quem vocês são para o mundo através da grande teia global. Um exemplo disso foi o teste que fiz com o prof. Rodrigo Pereira, colocando somente “Rodrigo Pereira”. É um nome muito comum. Mesmo assim, obtive uma recuperação sobre ele na primeira página do Google. Então, mesmo que seu nome seja comum, o diferencial estará na sua atuação.
Bom teste a todos.
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sábado, 12 de setembro de 2009
sábado, 29 de agosto de 2009
Projeto “Diálogos Informacionais”
Começa neste sábado (29/08/2009) o projeto “Diálogos informacionais”, iniciativa dos docentes do curso de Biblioteconomia do IESF, em Campo Grande-MS, e que se faz pertinente do ponto de vista tanto da educação continuada quanto da integração entre os profissionais da informação de Mato Grosso do Sul.
Conheça o projeto.
O que é?
Diálogos Informacionais é um projeto de extensão do curso de Biblioteconomia do IESF (Instituto de Ensino Superior da FUNLEC) idealizado e coordenado pelos professores Iuri Rocio Franco Rizzi e Orlando de Almeida Filho.
Para quem?
É voltado para os acadêmicos e professores do curso, para bibliotecários e profissionais da informação e demais interessados da comunidade externa.
Como surgiu?
O projeto surgiu da idéia de promover espaços de diálogo, aprendizado e interação entre os participantes, para além dos espaços tradicionais de sala de aula e laboratórios.
O que pretende?
Os objetivos do projeto são:
-Complementar a formação dos acadêmicos de Biblioteconomia do IESF.
-Proporcionar aos alunos egressos e bibliotecários da cidade uma possibilidade de formação continuada.
-Promover a aproximação entre academia e sociedade, isto é, entre os estudantes e os profissionais da área de Biblioteconomia, fortalecendo os elos entre ambas e a categoria como um todo.
Como?
O projeto se caracteriza por rodas de diálogos e dinâmicas de grupo entre os participantes. Os temas abordados poderão ser os mais diversos, dentro do contexto da Biblioteconomia e da Ciência da Informação, de acordo com o interesse dos participantes. Para o início das atividades, nós preparamos algumas dinâmicas e temas geradores. A partir daí, o grupo decidirá os caminhos a serem tomados para a construção do conhecimento. Portanto, todos os envolvidos poderão (e serão incentivados a) interferir no decorrer do processo e nos temas debatidos. Os temas geradores poderão partir das mais diversas manifestações culturais: textos, livros, filmes, entre outros, priorizando os materiais e temas não abordados em sala de aula. A característica de informalidade também será almejada e os locais escolhidos para a realização do projeto levarão em conta este ponto, preferencialmente lugares abertos, ao ar livre e diferentes dos locais tradicionais de aprendizado dos acadêmicos, como salas de aula e laboratórios.
Aos interessados, fica o convite e o endereço do blog do projeto para mais informações:
http://dialogosinfo.blogspot.com
Fonte: Blog “Diálogos Informacionais”
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Conheça o projeto.
O que é?
Diálogos Informacionais é um projeto de extensão do curso de Biblioteconomia do IESF (Instituto de Ensino Superior da FUNLEC) idealizado e coordenado pelos professores Iuri Rocio Franco Rizzi e Orlando de Almeida Filho.
Para quem?
É voltado para os acadêmicos e professores do curso, para bibliotecários e profissionais da informação e demais interessados da comunidade externa.
Como surgiu?
O projeto surgiu da idéia de promover espaços de diálogo, aprendizado e interação entre os participantes, para além dos espaços tradicionais de sala de aula e laboratórios.
O que pretende?
Os objetivos do projeto são:
-Complementar a formação dos acadêmicos de Biblioteconomia do IESF.
-Proporcionar aos alunos egressos e bibliotecários da cidade uma possibilidade de formação continuada.
-Promover a aproximação entre academia e sociedade, isto é, entre os estudantes e os profissionais da área de Biblioteconomia, fortalecendo os elos entre ambas e a categoria como um todo.
Como?
O projeto se caracteriza por rodas de diálogos e dinâmicas de grupo entre os participantes. Os temas abordados poderão ser os mais diversos, dentro do contexto da Biblioteconomia e da Ciência da Informação, de acordo com o interesse dos participantes. Para o início das atividades, nós preparamos algumas dinâmicas e temas geradores. A partir daí, o grupo decidirá os caminhos a serem tomados para a construção do conhecimento. Portanto, todos os envolvidos poderão (e serão incentivados a) interferir no decorrer do processo e nos temas debatidos. Os temas geradores poderão partir das mais diversas manifestações culturais: textos, livros, filmes, entre outros, priorizando os materiais e temas não abordados em sala de aula. A característica de informalidade também será almejada e os locais escolhidos para a realização do projeto levarão em conta este ponto, preferencialmente lugares abertos, ao ar livre e diferentes dos locais tradicionais de aprendizado dos acadêmicos, como salas de aula e laboratórios.
Aos interessados, fica o convite e o endereço do blog do projeto para mais informações:
http://dialogosinfo.blogspot.com
Fonte: Blog “Diálogos Informacionais”
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sábado, 22 de agosto de 2009
Mas pega fogo... Coloco lenha então!!!
Queridos leitores, não estranhem o título desta postagem. Ela é apenas oriunda da empolgação que me “acometeu” nosso colega Rosalvio, cujo manifesto sobre o “Curso de Especialização à distância em Gestão de Bibliotecas Escolares” na UFSC para bibliotecários e professores deu “pano pra manga”. A quem ainda não teve acesso ao texto, queira solicitar através de comentário que encaminho, e tirem suas próprias conclusões.
O motivo para tanto alvoroço na classe, que começou em Santa Catarina e se espalhou pelo Brasil, foi o fato de tratar do antigo conflito entre bibliotecários e professores em bibliotecas escolares. Além disso, também se observa a presença de um assunto já discutido nesse espaço, a desregulamentação da profissão.
Sem ater à minha opinião, deixo aqui fragmentos de palavras acaloradas do prof. Dr. Francisco Chagas de Souza, e também do colega Rosalvio, a respeito do curso de especialização, através do grupo de discussão que participo.
Após Rosalvio se colocar totalmente contra o fato de o curso de especialização aceitar professores, através de manifesto enviado por e-mail, Francisco emitiu um texto na lista de discussão da ACB, cujos fragmentos seguem:
[...] E esses esforços devem ser feitos de modo a que direitos conquistados pela sociedade e pelas profissões sejam preservados e que novos benefícios possam vir a ser conquistados para ambas as partes. Esse é o horizonte do Curso em questão. Assim, por quaisquer ângulos que se
queira ver: social, educacional, econômico, político ou jurídico, o Curso de Especialização a distância - Gestão de Bibliotecas Escolares É LEGAL.
De acordo com suas atribuições dadas legalmente, cabe a UFSC capacitar pessoas nas condições que suas fontes de financiamento assegure e, por ser uma Instituição pública seu ensino deve ser gratuito! O Curso é Gratuito!
Dentre os níveis de ensino possíveis a UFSC oferece a pós-graduação lato sensu. O Curso é de Pós-graduação! A quase totalidade das bibliotecas escolares em Santa Catarina não dispõe de bibliotecários graduados em nível superior. Mas aquelas que dispõe desses profissionais podem estimulá-los ao aperfeiçoamento. As escolas que não contam com a atuação de bibliotecários graduados em nível superior em sua biblioteca, mas se professores, podem estimular esses professores a participar do Curso desde que tenha o nível superior. O Curso vai pós-graduá-los e não profissionalizá-los. E indiretamente vai estimular as escolas a colocar nas suas bibliotecas bibliotecários graduados em nível superior, pois que o custo salarial do professor tende a ser igual ou maior que o do bibliotecário. Esse aspecto deve ser considerado!
[...]
Assim, haverá ilegalidade cometida pelo CRB se ele registrar como bibliotecários pessoas que não apresentem diploma de graduação em biblioteconomia, mas apenas de PÓS; haverá ilegalidade cometida pelo CRB se ele fechar os olhos para atuação, como bibliotecários, de professores com ou sem diploma de PÓS; haverá ilegalidade cometida pelo CRB se ele registrar e deixar de cobrar as anuidades dos profissionais de biblioteconomia.
[...]
Assim, não há base legal para se arguir a ilegalidade de funcionamento do Curso de Especialização a distância - Gestão de Bibliotecas Escolares/UFSC.
Att.
Prof. Francisco das Chagas de Souza, Dr.”
Diante do texto, Rosalvio fez suas considerações:
“[...]
Creio que todos poderão tirar suas conclusões depois da leitura. Mas coloco aqui alguns questionamentos:
1- Dá para acreditar que depois de fazer, o curso onde os professores irão aprender matérias específicas da atuação profissional do bibliotecário, esses professores não irão aplicar esses conhecimentos nas bibliotecas de suas escolas?
2- Dá pra acreditar que o curso "indiretamente vai estimular as escolas a colocar nas suas bibliotecas bibliotecários graduados em nível superior, pois que o custo salarial do professor tende a ser igual ou maior que o do bibliotecário"?
3- É de se esperar que uma escola seja "ingênua" a ponto de acreditar que a legislação que rege a profissão de bibliotecário seja suficiente para impedir o exercício ilegal da profissão?
4- É eticamente aceitável (já que legalmente é permitido) que uma escola produza pós-graduados capacitados para certas tarefas e coloque nos CRBs a responsabilidade de "impedí-los" de realizá-las?
5- Qual é o propósito de um curso desses se não é para os egressos atuarem em bibliotecas?
6- Os professores do curso irão esclarecer os pós-graduandos de que não poderão atuar em bibliotecas?
7- Pra que gastar dinheiro público para ensinar conhecimentos que por lei não poderão ser aplicados, exceto no caso do pós-graduado ser bibliotecário?
[...]
Vou dizer no que acredito depois de um curso desses:
- Dentro de pouco tempo teremos professores de escola dando de dedo na cara de bibliotecários se dizendo mais capacitados para o exercício da profissão.
A bem da verdade isso já acontece, mesmo sem o curso.
A UFSC/PGCIN pode estar agindo legalmente. Mas nem tudo que é legal é também moral e ético.
ACORDEM BIBLIOTECÁRIOS!!!
Ter uma profissão é tão importante que, quando se pergunta a alguém sobre o quê, ou quem ela é, sempre responde com o nome de sua profissão.
[...]
Rosalvio”
Diante do exposto, fica aberto à considerações.
A quem ainda desconhece o currículo do curso em questão, favor acessar o site da UFSC, na página do Departamento de Ciência da Informação ((http://www.cin.ufsc.br/ead.php ), para se interar do assunto.
O debate ainda está quente, e parece que inflamará mais. Quem precisar... tem lenha...
VISUALIZE OU FAÇA COMENTÁRIOS: CLIQUE AQUI
O motivo para tanto alvoroço na classe, que começou em Santa Catarina e se espalhou pelo Brasil, foi o fato de tratar do antigo conflito entre bibliotecários e professores em bibliotecas escolares. Além disso, também se observa a presença de um assunto já discutido nesse espaço, a desregulamentação da profissão.
Sem ater à minha opinião, deixo aqui fragmentos de palavras acaloradas do prof. Dr. Francisco Chagas de Souza, e também do colega Rosalvio, a respeito do curso de especialização, através do grupo de discussão que participo.
Após Rosalvio se colocar totalmente contra o fato de o curso de especialização aceitar professores, através de manifesto enviado por e-mail, Francisco emitiu um texto na lista de discussão da ACB, cujos fragmentos seguem:
[...] E esses esforços devem ser feitos de modo a que direitos conquistados pela sociedade e pelas profissões sejam preservados e que novos benefícios possam vir a ser conquistados para ambas as partes. Esse é o horizonte do Curso em questão. Assim, por quaisquer ângulos que se
queira ver: social, educacional, econômico, político ou jurídico, o Curso de Especialização a distância - Gestão de Bibliotecas Escolares É LEGAL.
De acordo com suas atribuições dadas legalmente, cabe a UFSC capacitar pessoas nas condições que suas fontes de financiamento assegure e, por ser uma Instituição pública seu ensino deve ser gratuito! O Curso é Gratuito!
Dentre os níveis de ensino possíveis a UFSC oferece a pós-graduação lato sensu. O Curso é de Pós-graduação! A quase totalidade das bibliotecas escolares em Santa Catarina não dispõe de bibliotecários graduados em nível superior. Mas aquelas que dispõe desses profissionais podem estimulá-los ao aperfeiçoamento. As escolas que não contam com a atuação de bibliotecários graduados em nível superior em sua biblioteca, mas se professores, podem estimular esses professores a participar do Curso desde que tenha o nível superior. O Curso vai pós-graduá-los e não profissionalizá-los. E indiretamente vai estimular as escolas a colocar nas suas bibliotecas bibliotecários graduados em nível superior, pois que o custo salarial do professor tende a ser igual ou maior que o do bibliotecário. Esse aspecto deve ser considerado!
[...]
Assim, haverá ilegalidade cometida pelo CRB se ele registrar como bibliotecários pessoas que não apresentem diploma de graduação em biblioteconomia, mas apenas de PÓS; haverá ilegalidade cometida pelo CRB se ele fechar os olhos para atuação, como bibliotecários, de professores com ou sem diploma de PÓS; haverá ilegalidade cometida pelo CRB se ele registrar e deixar de cobrar as anuidades dos profissionais de biblioteconomia.
[...]
Assim, não há base legal para se arguir a ilegalidade de funcionamento do Curso de Especialização a distância - Gestão de Bibliotecas Escolares/UFSC.
Att.
Prof. Francisco das Chagas de Souza, Dr.”
Diante do texto, Rosalvio fez suas considerações:
“[...]
Creio que todos poderão tirar suas conclusões depois da leitura. Mas coloco aqui alguns questionamentos:
1- Dá para acreditar que depois de fazer, o curso onde os professores irão aprender matérias específicas da atuação profissional do bibliotecário, esses professores não irão aplicar esses conhecimentos nas bibliotecas de suas escolas?
2- Dá pra acreditar que o curso "indiretamente vai estimular as escolas a colocar nas suas bibliotecas bibliotecários graduados em nível superior, pois que o custo salarial do professor tende a ser igual ou maior que o do bibliotecário"?
3- É de se esperar que uma escola seja "ingênua" a ponto de acreditar que a legislação que rege a profissão de bibliotecário seja suficiente para impedir o exercício ilegal da profissão?
4- É eticamente aceitável (já que legalmente é permitido) que uma escola produza pós-graduados capacitados para certas tarefas e coloque nos CRBs a responsabilidade de "impedí-los" de realizá-las?
5- Qual é o propósito de um curso desses se não é para os egressos atuarem em bibliotecas?
6- Os professores do curso irão esclarecer os pós-graduandos de que não poderão atuar em bibliotecas?
7- Pra que gastar dinheiro público para ensinar conhecimentos que por lei não poderão ser aplicados, exceto no caso do pós-graduado ser bibliotecário?
[...]
Vou dizer no que acredito depois de um curso desses:
- Dentro de pouco tempo teremos professores de escola dando de dedo na cara de bibliotecários se dizendo mais capacitados para o exercício da profissão.
A bem da verdade isso já acontece, mesmo sem o curso.
A UFSC/PGCIN pode estar agindo legalmente. Mas nem tudo que é legal é também moral e ético.
ACORDEM BIBLIOTECÁRIOS!!!
Ter uma profissão é tão importante que, quando se pergunta a alguém sobre o quê, ou quem ela é, sempre responde com o nome de sua profissão.
[...]
Rosalvio”
Diante do exposto, fica aberto à considerações.
A quem ainda desconhece o currículo do curso em questão, favor acessar o site da UFSC, na página do Departamento de Ciência da Informação ((http://www.cin.ufsc.br/ead.php ), para se interar do assunto.
O debate ainda está quente, e parece que inflamará mais. Quem precisar... tem lenha...
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sábado, 15 de agosto de 2009
Participação e interação neste espaço: análise e crítica
Aos seguidores deste espaço, tenho a grata satisfação em agradecer suas participações em todo o primeiro mês da construção do blog. Pretendi, ao criá-lo, desenvolver uma dinâmica de expressão, comunicação e debates, expondo minha percepção dos fatos que ocorrem em nosso meio profissional e acadêmico. Obviamente que nem sempre as opiniões convergem, o que é muito bom, afinal, da construção e desconstrução do pensamento é que o ser humano evolui ao longo da história com seus conceitos.
O texto a respeito da desregulamentação das profissões foi uma boa opção para acender o espírito de participação dos bibliotecários, porém, nem tanto como se poderia acreditar. Por isso fica a pergunta? Por que não há a participação efetiva, constante e em grande escala dos profissionais da informação de Mato Grosso do Sul?
Uma felicidade que tive e que corrobora com o que estou discorrendo é a participação de profissionais de outros Estados, seja em comentários, tornando-se membros, ou disseminando este espaço através de links nos seus blogs.
O fato é que sinto falta da participação, ainda mais, daqueles que foram meus professores ao longo do curso, e que sempre incentivaram o debate, o dinamismo e a escrita. Salvo exceções como Rodrigo e Eunice, incentivadores deste blog, que já deixaram valiosas contribuições em minhas postagens.
Mas, pergunto a você, caro leitor: o que não está funcionando? Por que não encanta? Os temas abordados são irrelevantes, fora de contexto? O que você gostaria de abordar?
Esta primeira análise traz questões como as explicitadas acima, de modo que possamos direcionar os textos à medida dos interesses coletivos da classe bibliotecária.
Fica então aberto a colocações, e espero que possamos ter mais participações, de modo que haja a inédita e tão sonhada união e interação dos bibliotecários do Mato Grosso do Sul, e claro, dialogando com os bibliotecários do nosso querido Brasil, sempre bem-vindos.
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O texto a respeito da desregulamentação das profissões foi uma boa opção para acender o espírito de participação dos bibliotecários, porém, nem tanto como se poderia acreditar. Por isso fica a pergunta? Por que não há a participação efetiva, constante e em grande escala dos profissionais da informação de Mato Grosso do Sul?
Uma felicidade que tive e que corrobora com o que estou discorrendo é a participação de profissionais de outros Estados, seja em comentários, tornando-se membros, ou disseminando este espaço através de links nos seus blogs.
O fato é que sinto falta da participação, ainda mais, daqueles que foram meus professores ao longo do curso, e que sempre incentivaram o debate, o dinamismo e a escrita. Salvo exceções como Rodrigo e Eunice, incentivadores deste blog, que já deixaram valiosas contribuições em minhas postagens.
Mas, pergunto a você, caro leitor: o que não está funcionando? Por que não encanta? Os temas abordados são irrelevantes, fora de contexto? O que você gostaria de abordar?
Esta primeira análise traz questões como as explicitadas acima, de modo que possamos direcionar os textos à medida dos interesses coletivos da classe bibliotecária.
Fica então aberto a colocações, e espero que possamos ter mais participações, de modo que haja a inédita e tão sonhada união e interação dos bibliotecários do Mato Grosso do Sul, e claro, dialogando com os bibliotecários do nosso querido Brasil, sempre bem-vindos.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Desregulamentação das profissões: e a Biblioteconomia?
Quando dei nova dinâmica a este blog, prometi a mim mesmo que iria estipular uma periodicidade em minhas postagens, determinada por, pelo menos, uma semana para atualizações. Determinei também que iria postar atualizações aos sábados, para facilitar a leitura daqueles que acessam este espaço.
Entretanto, vendo que a discussão sobre um novo tema se desenrola na postagem anterior, sobre o CBBD, me senti motivado a escrever e publicar antecipadamente um texto pertinente ao assunto. Coincidentemente, a própria discussão sobre o tema a ser abordado também se desenrolou no Congresso, em reunião com a ABECIN. Enfim, aqui se fará o espaço de discussão e debates “apimentados”, e assim espero que seja.
A discussão em questão se refere à “desregulamentação das profissões”, debate que envolve uma imensa quantidade de profissionais, inclusive bibliotecários, e que dará uma reviravolta no mercado de trabalho, caso se concretize. O fato é que o “agito” já começou, só quem está dormindo pesado é que não ouviu o barulho.
Sua evolução pode até assustar, devido à aparente formulação in continenti de seus pressupostos ideológicos e legais, mas não é bem assim. O debate não é novo e provavelmente não terá fim tão logo, embora decisões isoladas possam aquecer ainda mais a construção efetiva da idéia. Decisões como o parecer do ministro Gilmar Mendes, presidente do Superior Tribunal Federal, e sua declaração sobre o futuro das profissões, em especial, naquela ocasião, da profissão de jornalista. Tudo isso pareceu abalar o pensamento dos “inexoráveis” conselhos de classe, sindicatos, federações e afins, que já se reúnem para medidas de proteção.
Muitos defendem a extinção da exigência de curso superior para atuação em determinadas profissões, e que o diploma não representa, e eu concordo, o conhecimento que o indivíduo possui sobre alguma área. Sabe-se que o diploma não é a garantia de empregabilidade, e sim o conhecimento adquirido pelo profissional ao longo de sua formação, que não cessa na graduação.
No entanto, abrir mão de uma seleção prévia de profissionais é transformar o mercado em um caos profissional, analogia ao nosso “caos informacional”, indubitável em sua existência. Acaba por permitir que pessoas envoltas em silogismos erísticos sobre suas competências e habilidades assumam o lugar dos profissionais realmente capacitados para a função.
Não é uma questão de atender somente às demandas empresariais, mas de dar à sociedade um profissional qualificado em suas atividades técnicas, científicas e, sem dúvida alguma, sociais.
O “autoritarismo brasileiro” citado por alguns defensores da desregulamentação das profissões, ao mencionarem a inexistência de regulamentação em países do continente americano e europeu, “evoluídos” em seus pensamentos, fixa um descrédito nesse que é o modelo viável à garantia de trabalho aos profissionais em seus vários filões do mercado, que é o modelo brasileiro.
As bandeiras da liberdade e da democracia não podem ser o arrimo para permitir que qualquer pessoa se dirija como o profissional almejado, desde um rábula no lugar de advogados, ou uma “tiazinha” no lugar de bibliotecários. Claro que excessos devem ser verificados e combatidos como, em minha opinião, o exame da Ordem dos Advogados do Brasil, que se coloca totalmente contrário a liberdade do exercício da profissão em um Estado democrático de direito; e o oportunismo de uma elite escondida atrás do sindicalismo altamente corporativista.
Nesse contexto todo, a Biblioteconomia também precisa se posicionar, e seus profissionais devem dialogar sobre a situação, se colocar, seja a favor ou contra a desregulamentação profissional, para que não sejam pegos de surpresa quando o estopim vier, se é que ainda não veio. Quem acha que está seguro em suas bibliotecas, arquivos ou outros locais deve repensar sua posição.
Para finalizar e abrir a contribuições dos pares, expresso uma colocação que pode parecer que vem de encontro a muito do que eu disse, mas destaco que nós, bibliotecários, devemos em primeiro lugar, buscar a verdadeira auto-regulamentação, que é traduzida pelo conhecimento e reconhecimento da sociedade, ao ver nossa profissão como imprescindível meio de mudança e desenvolvimento, o que não ocorre nos dias atuais. Mas enquanto isso, mantenha-se a regulamentação.
Aberto a considerações.
Clique aqui para fazer um comentário.
Entretanto, vendo que a discussão sobre um novo tema se desenrola na postagem anterior, sobre o CBBD, me senti motivado a escrever e publicar antecipadamente um texto pertinente ao assunto. Coincidentemente, a própria discussão sobre o tema a ser abordado também se desenrolou no Congresso, em reunião com a ABECIN. Enfim, aqui se fará o espaço de discussão e debates “apimentados”, e assim espero que seja.
A discussão em questão se refere à “desregulamentação das profissões”, debate que envolve uma imensa quantidade de profissionais, inclusive bibliotecários, e que dará uma reviravolta no mercado de trabalho, caso se concretize. O fato é que o “agito” já começou, só quem está dormindo pesado é que não ouviu o barulho.
Sua evolução pode até assustar, devido à aparente formulação in continenti de seus pressupostos ideológicos e legais, mas não é bem assim. O debate não é novo e provavelmente não terá fim tão logo, embora decisões isoladas possam aquecer ainda mais a construção efetiva da idéia. Decisões como o parecer do ministro Gilmar Mendes, presidente do Superior Tribunal Federal, e sua declaração sobre o futuro das profissões, em especial, naquela ocasião, da profissão de jornalista. Tudo isso pareceu abalar o pensamento dos “inexoráveis” conselhos de classe, sindicatos, federações e afins, que já se reúnem para medidas de proteção.
Muitos defendem a extinção da exigência de curso superior para atuação em determinadas profissões, e que o diploma não representa, e eu concordo, o conhecimento que o indivíduo possui sobre alguma área. Sabe-se que o diploma não é a garantia de empregabilidade, e sim o conhecimento adquirido pelo profissional ao longo de sua formação, que não cessa na graduação.
No entanto, abrir mão de uma seleção prévia de profissionais é transformar o mercado em um caos profissional, analogia ao nosso “caos informacional”, indubitável em sua existência. Acaba por permitir que pessoas envoltas em silogismos erísticos sobre suas competências e habilidades assumam o lugar dos profissionais realmente capacitados para a função.
Não é uma questão de atender somente às demandas empresariais, mas de dar à sociedade um profissional qualificado em suas atividades técnicas, científicas e, sem dúvida alguma, sociais.
O “autoritarismo brasileiro” citado por alguns defensores da desregulamentação das profissões, ao mencionarem a inexistência de regulamentação em países do continente americano e europeu, “evoluídos” em seus pensamentos, fixa um descrédito nesse que é o modelo viável à garantia de trabalho aos profissionais em seus vários filões do mercado, que é o modelo brasileiro.
As bandeiras da liberdade e da democracia não podem ser o arrimo para permitir que qualquer pessoa se dirija como o profissional almejado, desde um rábula no lugar de advogados, ou uma “tiazinha” no lugar de bibliotecários. Claro que excessos devem ser verificados e combatidos como, em minha opinião, o exame da Ordem dos Advogados do Brasil, que se coloca totalmente contrário a liberdade do exercício da profissão em um Estado democrático de direito; e o oportunismo de uma elite escondida atrás do sindicalismo altamente corporativista.
Nesse contexto todo, a Biblioteconomia também precisa se posicionar, e seus profissionais devem dialogar sobre a situação, se colocar, seja a favor ou contra a desregulamentação profissional, para que não sejam pegos de surpresa quando o estopim vier, se é que ainda não veio. Quem acha que está seguro em suas bibliotecas, arquivos ou outros locais deve repensar sua posição.
Para finalizar e abrir a contribuições dos pares, expresso uma colocação que pode parecer que vem de encontro a muito do que eu disse, mas destaco que nós, bibliotecários, devemos em primeiro lugar, buscar a verdadeira auto-regulamentação, que é traduzida pelo conhecimento e reconhecimento da sociedade, ao ver nossa profissão como imprescindível meio de mudança e desenvolvimento, o que não ocorre nos dias atuais. Mas enquanto isso, mantenha-se a regulamentação.
Aberto a considerações.
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sábado, 1 de agosto de 2009
CBBD 2009: 3º diálogo (final): Apresentações e stands
Mesmo diante de tamanha importância que é a contribuição do Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação (CBBD), tanto para as pesquisas quanto para as práticas dos profissionais da informação, encerrarei os relatos sobre os acontecimentos, tendo em vista que, em mundo cada vez mais dinâmico do ponto de vista da informação, como o que vivenciamos na atualidade, outros fatos e discussões carecem de uma intervenção para o desenvolvimento do pensamento humano, e consequentemente, a saída do status “quo” que, porventura, possa existir a respeito do assunto e que não deve prevalecer. E acontecimento na área é o que não falta!
Por esse entendimento, neste último diálogo a respeito do CBBD, faço um breve relato sobre as apresentações vistas por mim, bem como uma observação geral dos stands e suas respectivas instituições participantes, de modo a dar a quem não pode participar, a noção, mesmo que superficial, do que lá se presenciou. Peço que, caso eu esqueça algo, vocês postem comentários me lembrando.
As apresentações que pude participar, em geral, contribuíram de maneira significativa para enriquecer meu entendimento sobre o motivo principal de meu trabalho com a informação, ou melhor, a quem se destina tudo o que faço, o usuário, seja inserindo-o numa análise sobre a cultura informacional, seja em um debate sobre como dar a ele competências para buscar e utilizar a informação para produzir conhecimento, tornando-o mais autônomo em sua busca pelo saber, ou mesmo pensando em maneiras de priorizar e proporcionar o acesso à informação e aos ambientes informacionais.
Nessas apresentações ficou evidente que se deve cada vez mais focar no ambiente externo da organização, e não ficar com o trabalho interno esperando alguém para atender suas demandas. Com essa realidade, vem contribuir outras apresentações, como o trabalho com portais coorporativos, serviços de referência virtual, publicações institucionais, utilização das TICs, seja com ferramentas simples e gratuitas, seja com softwares de código aberto, ou mesmo grandes plataformas de desenvolvimento.
Faço aqui um destaque especial para as apresentações dos bibliotecários do Estado de Mato Grosso do Sul, que se fizeram presentes no Congresso expondo seus trabalhos, dentre eles o autor desta postagem. Satisfeito também ficamos em saber que os profissionais bibliotecários de Mato Grosso do Sul estão fomentando debates dentro dos grandes eixos de discussão da biblioteconomia e ciência da informação a nível nacional, como visto nos trabalhos sobre competência em informação, inteligência competitiva, mercado de trabalho, dentre outros.
Passando para a análise dos stands, bem como seus expositores, a presença de empresas estrangeiras foi dominante. Isso pode ser reflexo tanto do preço cobrado pelos organizadores, quanto da estrutura de empresas brasileiras atuantes no setor, e a falta de comunicação entre elas. O fato é que as empresas que lá estavam transformaram as exposições de seus produtos em “coisa de outro mundo”. O ápice de tanta ostentação, a meu ver, foi uma máquina para digitalização de documentos, de marca Zeutschel, cujo valor equivale a um apartamento em frente ao Shopping Campo Grande, na capital daqui de Mato Grosso do Sul, ou mesmo o valor de um carro esportivo e importado. Comento isso sem conotações de reprovação, pelo contrário, como forma de mostrar o nível que a área se encontra, e como é reconhecida, ao menos, no exterior.
Outro ponto forte nos stands, e isso não é novidade, foi a presença das representantes das bases de dados, e-books e afins, mostrando o mundo da informação on-line, mundo esse restrito aos usuários assinantes. Empresas como Proquest, Dot. Lib, Gale, dentre outras, propiciaram momentos cheios de opções no mundo do conhecimento digital e virtual.
As empresas de tecnologias também se fizeram presentes com seus softwares de automação de bibliotecas, ou gerenciadores de unidades de informação. Nesse ramo houve variedades de empresas, nacionais e estrangeiras, cada uma com suas soluções inteligentes. Um fato visto nessas empresas e que é digno de se comemorar é a participação efetiva de bibliotecários, contratados ou associados desses negócios. Além disso, as conversas com tais profissionais se fizeram profícuas fontes de informação.
Houve também a participação de empresas com mobiliários para arquivos, equipamentos de segurança para bibliotecas, instituições como o IBICT, CAPES, CFB, FEBAB, APB/MS (Associação dos Profissionais Bibliotecários de Mato Grosso do Sul), Editoras e outras que não me recordo no momento.
Todo esse conjunto movimentou o CBBD 2009, aliado aos eventos simultâneos e reuniões de entidades ocorridas no período da manhã, que não foram descritas, mas que estão sendo citadas; festas na noite de Bonito, seja nos bares e restaurantes, seja no “Information Fest”, organizada pelo 5º semestre de Biblioteconomia do IESF, de Campo Grande-MS; e tudo isso no paraíso das águas da cidade que acolheu o Congresso e seus participantes.
O que fica, além das amizades feitas, das novidades vistas, é o conhecimento internalizado, que certamente não vai parar. Irá se transformar, se desenvolver, e produzirá novos outros conhecimentos, continuando o ciclo que, espero, eu veja no próximo CBBD.
Até a próxima...
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Por esse entendimento, neste último diálogo a respeito do CBBD, faço um breve relato sobre as apresentações vistas por mim, bem como uma observação geral dos stands e suas respectivas instituições participantes, de modo a dar a quem não pode participar, a noção, mesmo que superficial, do que lá se presenciou. Peço que, caso eu esqueça algo, vocês postem comentários me lembrando.
As apresentações que pude participar, em geral, contribuíram de maneira significativa para enriquecer meu entendimento sobre o motivo principal de meu trabalho com a informação, ou melhor, a quem se destina tudo o que faço, o usuário, seja inserindo-o numa análise sobre a cultura informacional, seja em um debate sobre como dar a ele competências para buscar e utilizar a informação para produzir conhecimento, tornando-o mais autônomo em sua busca pelo saber, ou mesmo pensando em maneiras de priorizar e proporcionar o acesso à informação e aos ambientes informacionais.
Nessas apresentações ficou evidente que se deve cada vez mais focar no ambiente externo da organização, e não ficar com o trabalho interno esperando alguém para atender suas demandas. Com essa realidade, vem contribuir outras apresentações, como o trabalho com portais coorporativos, serviços de referência virtual, publicações institucionais, utilização das TICs, seja com ferramentas simples e gratuitas, seja com softwares de código aberto, ou mesmo grandes plataformas de desenvolvimento.
Faço aqui um destaque especial para as apresentações dos bibliotecários do Estado de Mato Grosso do Sul, que se fizeram presentes no Congresso expondo seus trabalhos, dentre eles o autor desta postagem. Satisfeito também ficamos em saber que os profissionais bibliotecários de Mato Grosso do Sul estão fomentando debates dentro dos grandes eixos de discussão da biblioteconomia e ciência da informação a nível nacional, como visto nos trabalhos sobre competência em informação, inteligência competitiva, mercado de trabalho, dentre outros.
Passando para a análise dos stands, bem como seus expositores, a presença de empresas estrangeiras foi dominante. Isso pode ser reflexo tanto do preço cobrado pelos organizadores, quanto da estrutura de empresas brasileiras atuantes no setor, e a falta de comunicação entre elas. O fato é que as empresas que lá estavam transformaram as exposições de seus produtos em “coisa de outro mundo”. O ápice de tanta ostentação, a meu ver, foi uma máquina para digitalização de documentos, de marca Zeutschel, cujo valor equivale a um apartamento em frente ao Shopping Campo Grande, na capital daqui de Mato Grosso do Sul, ou mesmo o valor de um carro esportivo e importado. Comento isso sem conotações de reprovação, pelo contrário, como forma de mostrar o nível que a área se encontra, e como é reconhecida, ao menos, no exterior.
Outro ponto forte nos stands, e isso não é novidade, foi a presença das representantes das bases de dados, e-books e afins, mostrando o mundo da informação on-line, mundo esse restrito aos usuários assinantes. Empresas como Proquest, Dot. Lib, Gale, dentre outras, propiciaram momentos cheios de opções no mundo do conhecimento digital e virtual.
As empresas de tecnologias também se fizeram presentes com seus softwares de automação de bibliotecas, ou gerenciadores de unidades de informação. Nesse ramo houve variedades de empresas, nacionais e estrangeiras, cada uma com suas soluções inteligentes. Um fato visto nessas empresas e que é digno de se comemorar é a participação efetiva de bibliotecários, contratados ou associados desses negócios. Além disso, as conversas com tais profissionais se fizeram profícuas fontes de informação.
Houve também a participação de empresas com mobiliários para arquivos, equipamentos de segurança para bibliotecas, instituições como o IBICT, CAPES, CFB, FEBAB, APB/MS (Associação dos Profissionais Bibliotecários de Mato Grosso do Sul), Editoras e outras que não me recordo no momento.
Todo esse conjunto movimentou o CBBD 2009, aliado aos eventos simultâneos e reuniões de entidades ocorridas no período da manhã, que não foram descritas, mas que estão sendo citadas; festas na noite de Bonito, seja nos bares e restaurantes, seja no “Information Fest”, organizada pelo 5º semestre de Biblioteconomia do IESF, de Campo Grande-MS; e tudo isso no paraíso das águas da cidade que acolheu o Congresso e seus participantes.
O que fica, além das amizades feitas, das novidades vistas, é o conhecimento internalizado, que certamente não vai parar. Irá se transformar, se desenvolver, e produzirá novos outros conhecimentos, continuando o ciclo que, espero, eu veja no próximo CBBD.
Até a próxima...
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sábado, 25 de julho de 2009
CBBD 2009: 2º diálogo (ou monólogo): Conferência Magna
Ao trazer as apresentações, nada mais natural que começar esse novo diálogo (até agora monólogo) resgatando a conferência magna do professor doutor Emir Suaiden, diretor do IBICT, ocasião em que trouxe a explanação intitulada “Bibliotecas na sociedade em rede, sustentabilidade e políticas públicas”, como momento de abertura dos trabalhos no CBBD. Ao hierarquizar os tópicos de abordagem, tendo como base o título, começou-se do fim para o começo, e assim será feito também aqui.
Inicialmente, houve um resgate histórico para lembrar a dimensão da cultura de informação, claramente sabida como consequência do marco denominado “imprensa”, com a qual resultou na disseminação das informações ao longo da história.
No contexto brasileiro, Emir traz citações de Matthew Battles e Felipe Lindoso para reforçar a idéia de uma realidade que exclui e do (des)interesse das esferas governamentais para as políticas públicas de informação. Nesse aspecto, é pertinente resgatar nas palavras de Lindoso a odiosa ironia de que os políticos estão entre os leitores mais assíduos, inclusive expressados por suas bibliotecas particulares e menções corriqueiras de célebres escritores em seus discursos. Esse fato paradoxal se dá pela falta de investimento justamente naquelas que são as fontes de informação de acesso à população, as bibliotecas, sendo marginalizadas no contexto global de investimentos e projetos.
Partindo daí, debater a questão da “sociedade do conhecimento” passa a ser um tanto revoltante e desanimador, sabendo que a marginalização se dá no próprio acesso à informação, mesmo com a contribuição das redes e da internet. Os excluídos digitais, que nem são analfabetos funcionais na realidade, tem em sua realidade analfabetos de verdade, que, quiçá, apenas assinam seus nomes.
Acreditar em uma “sociedade do conhecimento” se torna mais um combustível para se crer em um futuro melhor, e não um presente que possa deleitar-se. O indivíduo autônomo em seu aprendizado, contribuindo para o desenvolvimento de sua comunidade, tornando-a sustentável, pautado na ética que acompanha a construção do saber, tudo isso se mostra como a esperança de algo que precisa vir, e não como algo que chegou.
Prosseguindo com a apresentação do Emir, agora com a questão do “novo usuário”, suas exigências e necessidades. Com a questão do “tempo / espaço”, onde tudo acontece simultaneamente, a importância das bibliotecas acompanharem esse cenário se faz requisito primordial no atendimento às indagações dos indivíduos com sede de conhecimento. As bibliotecas híbridas passam a ser propósitos, mesmo com algumas discussões sobre sua nomenclatura e características, e começam a ser debatidas e implementadas como alternativas para a prestação de serviços informacionais, apresentando sua estrutura física, antes lauta em relação às pessoas, agora pequena diante do mundo virtual.
Nessa concepção, a “nova” biblioteca tem a sua frente o desafio de atender os nativos digitais, nascidos sobre uma tela de computador e nos cliques do mouse, e os analfabetos digitais, pessoas que se perderam no tempo com as revoluções tecnológicas. Como atender em uma mesma estrutura, usuários na velocidade de um processador ao mesmo tempo em que se atendem usuários na velocidade de um trem a vapor, satisfazendo ambos? Isso é claro,pensado em uma realidade desejável, onde todos sabem de suas inquietações e desejos de informação.
Continuando, Emir reforça mais uma vez a exclusão no mundo digital mencionando que “o fosso digital [é] definido, de forma simplificada, pela diferença entre os que têm acesso às informações pela internet e aqueles que não têm”, que se relaciona com a situação de desenvolvimento em cada região do nosso país. Este é, nas palavras dele, um desafio para as políticas públicas do Brasil. Traz, logo em seguida, a discussão das redes sociais, canais de comunicação com crescimento espantoso ao longo dos anos, e com participação efetiva da população brasileira. A título de exemplificação, os brasileiros são líderes no ranking de páginas do Orkut.
As redes sociais vêm acompanhadas da possibilidade de participação, fruto da sua estrutura horizontal e flexível que garante o fácil acesso e a garantia da democracia, bem como a liberdade para cada um ser o protagonista de seu ambiente. Obviamente que, nem mesmo em uma estrutura como essa, o acesso é possível a todos. Como menciona Castells (2003), acarreta “inclusive, formas de segregações”.
Da dimensão das redes sociais para a sustentabilidade, parte-se através de uma ponte construída com elementos como a ética, transparência, liderança, competência, criatividade e empreendedorismo, procurando de forma harmoniosa integrar o desenvolvimento hodierno com o cuidado para o futuro, seja com o meio ambiente, seja com as pessoas.
No que concerne à política de informação, é lembrada pelo professor como “o conjunto de princípios e escolhas que definem o que seria desejável e realizável para um país como orientação de seus modos de geração, uso e absorção da informação [...]”, em consonância com as outras políticas, através dos vários procedimentos possíveis para a realização da mesma.
Para encerrar sua exposição, o professor Emir traz uma mensagem que diz: “toda grande inovação, toda grande revolução, traz no seu bojo a questão da exclusão [...]”. De fato, a revolução tecnológica se insere em tal afirmativa.
O que é possível inferir, e ao mesmo tempo sugerir é que, diante de grandes diferenças de acesso, seja no mundo virtual, seja no dia-a-dia das comunidades, os bibliotecários tem a difícil, porém grata, missão de garantir que cada indivíduo se coloque como participante das transformações da sociedade, diminuindo os marginalizados. Isso pode ser tanto no mundo real quanto no mundo virtual. Dois mundos para um mesmo profissional tornar as pessoas competentes.
Vou parando por aqui, pois “competência” será abordada em breve, sobretudo, no que tange à “competência em informação”, amplamente discutida e importante para papel do bibliotecário.
Até a próxima.
Inicialmente, houve um resgate histórico para lembrar a dimensão da cultura de informação, claramente sabida como consequência do marco denominado “imprensa”, com a qual resultou na disseminação das informações ao longo da história.
No contexto brasileiro, Emir traz citações de Matthew Battles e Felipe Lindoso para reforçar a idéia de uma realidade que exclui e do (des)interesse das esferas governamentais para as políticas públicas de informação. Nesse aspecto, é pertinente resgatar nas palavras de Lindoso a odiosa ironia de que os políticos estão entre os leitores mais assíduos, inclusive expressados por suas bibliotecas particulares e menções corriqueiras de célebres escritores em seus discursos. Esse fato paradoxal se dá pela falta de investimento justamente naquelas que são as fontes de informação de acesso à população, as bibliotecas, sendo marginalizadas no contexto global de investimentos e projetos.
Partindo daí, debater a questão da “sociedade do conhecimento” passa a ser um tanto revoltante e desanimador, sabendo que a marginalização se dá no próprio acesso à informação, mesmo com a contribuição das redes e da internet. Os excluídos digitais, que nem são analfabetos funcionais na realidade, tem em sua realidade analfabetos de verdade, que, quiçá, apenas assinam seus nomes.
Acreditar em uma “sociedade do conhecimento” se torna mais um combustível para se crer em um futuro melhor, e não um presente que possa deleitar-se. O indivíduo autônomo em seu aprendizado, contribuindo para o desenvolvimento de sua comunidade, tornando-a sustentável, pautado na ética que acompanha a construção do saber, tudo isso se mostra como a esperança de algo que precisa vir, e não como algo que chegou.
Prosseguindo com a apresentação do Emir, agora com a questão do “novo usuário”, suas exigências e necessidades. Com a questão do “tempo / espaço”, onde tudo acontece simultaneamente, a importância das bibliotecas acompanharem esse cenário se faz requisito primordial no atendimento às indagações dos indivíduos com sede de conhecimento. As bibliotecas híbridas passam a ser propósitos, mesmo com algumas discussões sobre sua nomenclatura e características, e começam a ser debatidas e implementadas como alternativas para a prestação de serviços informacionais, apresentando sua estrutura física, antes lauta em relação às pessoas, agora pequena diante do mundo virtual.
Nessa concepção, a “nova” biblioteca tem a sua frente o desafio de atender os nativos digitais, nascidos sobre uma tela de computador e nos cliques do mouse, e os analfabetos digitais, pessoas que se perderam no tempo com as revoluções tecnológicas. Como atender em uma mesma estrutura, usuários na velocidade de um processador ao mesmo tempo em que se atendem usuários na velocidade de um trem a vapor, satisfazendo ambos? Isso é claro,pensado em uma realidade desejável, onde todos sabem de suas inquietações e desejos de informação.
Continuando, Emir reforça mais uma vez a exclusão no mundo digital mencionando que “o fosso digital [é] definido, de forma simplificada, pela diferença entre os que têm acesso às informações pela internet e aqueles que não têm”, que se relaciona com a situação de desenvolvimento em cada região do nosso país. Este é, nas palavras dele, um desafio para as políticas públicas do Brasil. Traz, logo em seguida, a discussão das redes sociais, canais de comunicação com crescimento espantoso ao longo dos anos, e com participação efetiva da população brasileira. A título de exemplificação, os brasileiros são líderes no ranking de páginas do Orkut.
As redes sociais vêm acompanhadas da possibilidade de participação, fruto da sua estrutura horizontal e flexível que garante o fácil acesso e a garantia da democracia, bem como a liberdade para cada um ser o protagonista de seu ambiente. Obviamente que, nem mesmo em uma estrutura como essa, o acesso é possível a todos. Como menciona Castells (2003), acarreta “inclusive, formas de segregações”.
Da dimensão das redes sociais para a sustentabilidade, parte-se através de uma ponte construída com elementos como a ética, transparência, liderança, competência, criatividade e empreendedorismo, procurando de forma harmoniosa integrar o desenvolvimento hodierno com o cuidado para o futuro, seja com o meio ambiente, seja com as pessoas.
No que concerne à política de informação, é lembrada pelo professor como “o conjunto de princípios e escolhas que definem o que seria desejável e realizável para um país como orientação de seus modos de geração, uso e absorção da informação [...]”, em consonância com as outras políticas, através dos vários procedimentos possíveis para a realização da mesma.
Para encerrar sua exposição, o professor Emir traz uma mensagem que diz: “toda grande inovação, toda grande revolução, traz no seu bojo a questão da exclusão [...]”. De fato, a revolução tecnológica se insere em tal afirmativa.
O que é possível inferir, e ao mesmo tempo sugerir é que, diante de grandes diferenças de acesso, seja no mundo virtual, seja no dia-a-dia das comunidades, os bibliotecários tem a difícil, porém grata, missão de garantir que cada indivíduo se coloque como participante das transformações da sociedade, diminuindo os marginalizados. Isso pode ser tanto no mundo real quanto no mundo virtual. Dois mundos para um mesmo profissional tornar as pessoas competentes.
Vou parando por aqui, pois “competência” será abordada em breve, sobretudo, no que tange à “competência em informação”, amplamente discutida e importante para papel do bibliotecário.
Até a próxima.
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