Confesso que esta não era para ser a postagem da semana, e eu já estava com um texto pronto para publicar. Porém, algo me chamou a atenção e decidi compartilhar com vocês.
Não sou adepto à televisão, sobretudo, quando se trata da televisão aberta. Alguns poucos programas se salvam, em minha opinião, como o “Altas horas”, por exemplo, mas a maioria apenas explora nossa irracionalidade primitiva, cheio de conteúdo banal, diálogos com duplo sentido, e muita, muita, pornografia disfarçada.
Mesmo assim, na quarta-feira fui motivado a acompanhar o “Programa do Jô”, ocasião em que entrevistava um abnegado cidadão que é responsável por difundir a cultura e o conhecimento pelas comunidades rurais de uma região do país (veja a entrevista). A oportunidade de ouvir em rede nacional, em canal aberto, relatos de sucesso da leitura e da biblioteca servindo à sociedade, sem dúvida alguma é um momento ímpar. Cheguei da biblioteca onde trabalho, e a entrevista havia começado naquele instante. A noite prometia.
Entretanto, a muito se sabe que nem tudo é perfeito. Com isso, ao mesmo tempo em que se tem uma pessoa como o professor Geraldo Prado disposto a relatar as contribuições maravilhosas que vem fazendo em prol da população, também se tem um apresentador disposto a ouvir pouco e a fazer muita piada (sem graça).
A cada relato sobre a biblioteca itinerante, sobre a história da formação do acervo da biblioteca no sertão baiano; da conquista de leitores; das parcerias incríveis com diversos órgãos e elaboração de projetos para captação de recursos, ouviam-se comentários maliciosos do entrevistador, piadas com seu “bode expiatório”, Bira, e tudo mais que se possa tentar ser engraçado, em um assunto da maior importância. O ápice de tal comportamento inoportuno foi quando “o da caneca” preferiu caçoar do animal escolhido para simbolizar a disseminação da leitura e do conhecimento, análogo à realidade nordestina, em detrimento em saber de que modo tal gesto impactou no desenvolvimento daquela localidade.
Para encerrar a brilhante entrevista, o avultoso apresentador recebe com tom de menosprezo a lembrança do humilde entrevistado. O presenteado só muda abruptamente de tom ao saber que a mesma foi comprada em Copenhague, Dinamarca.
Transcrevendo a mensagem de meu amigo Marcos Rubens, também perplexo ao final da entrevista, em que ele diz: “excesso de cultura ou falta dela fez mal a consciência sociocultural dele”, se referindo ao entrevistador. Aproveito e transformo-a em pergunta: excesso de cultura ou falta dela fez mal a consciência sociocultural dele?
É notório o conhecimento que Jô Soares possui, desde cultura geral, passando pela literatura, dramaturgia, música, e idiomas. Uma pessoa muito inteligente, que tem a possibilidade de transformar seu programa em um verdadeiro ponto de cultura, mas que prefere, ou não controla, sua mania de contador de piada sem graça.
Por outro lado, ao acompanhar o programa “Sem censura”, apresentado por Leda Nagle na Rede Brasil, fica evidente o que é um verdadeiro programa de entrevistas, e mais, com conteúdo proveitoso.
Talvez por coincidência ou propósito do destino, cheguei da biblioteca na quinta-feira, e liguei a televisão no programa citado, momento em que passava a Leda entrevistando Pedro Cardoso. Na ocasião, o ator de “A grande família” dava uma verdadeira aula de cidadania, de sabedoria, de ética e moral a todos. Falava desde a pornografia na televisão, até a opressão do Estado sobre a individualidade e liberdade do cidadão. Em nenhum momento Leda interrompeu o entrevistado, nem mesmo no momento em que ele se posicionou a favor da desregulamentação da profissão de jornalista, cuja ideia ela não corroborava. Muito menos fez piadinha sem graça, para “quebrar o gelo”.
Naquela hora pensei: “bem que o entrevistado do ‘Programa do Jô’ de ontem poderia ter ido no ‘Sem censura’, da Leda”. Mesmo que a audiência fosse menor, ainda assim ganharia muito mais notoriedade, e aproveitamento. Mas como mencionei no início, nem tudo é perfeito.
Por isso, a partir de hoje, vou aderir à campanha: “troque Jô Soares por Leda Nagle”!!!! Sem dúvida contribuiria mais para o desenvolvimento da sociedade, em seus inúmeros aspectos.
Fica o convite a todos os que viram a entrevista de quarta-feira, e que se sentiram incomodados com a falta de noção do entrevistador, apresentador, comediante, ou seja lá o que ele acha que é.
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sábado, 19 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
O Bibliotecário e sua imagem na teia global: o que o Google diz de você?
No meio tempo em que fiquei sem postar, algo me provocou uma vontade repentina de saber como o mundo me vê, ou melhor, como eu sou visto na grande teia global, “dominada” pela ferramenta Google.
Partindo do pressuposto que somos aquilo que o mundo nos descreve, observe que o filtro de tal descrição passa quase que em sua totalidade pelo que o Google direciona através dos seus mecanismos de busca, e que passa a ser a verdade a respeito de cada um.
Um ponto interessante a ser notado é que muitas instituições, ao contratar determinado profissional, estão utilizando a internet como forma de seleção, seja através de visitas ao perfil do candidato no Orkut, seja através de seu blog na internet, ou mesmo através de busca em ferramentas como o Google. A escolha depende agora também do que a web recomenda, e do que ela fala a seu respeito. Se ela não falar nada a seu respeito, isso pode até ser um mau sinal: você não existe no mundo (ao menos virtual).
Outro fator a ser levado em consideração com nossas informações na internet é a predominância de conteúdos que acabam por dar a nós um estereótipo, ou, um perfil profissional. O que pensaria um analista de RH de uma empresa ao buscar o nome de um candidato na internet e descobrir páginas e páginas de editais de concursos públicos? Será que seria contratado em detrimento a outro candidato que participa e aparece em listas de discussão, em fóruns ou em palestras e workshops?
O mercado de trabalho busca um profissional alinhado ao seu objeto de trabalho ou pesquisa, em constante movimento, e a web passa a ser o disseminador daquilo que acontece também no mundo real.
Assim, convido vocês a fazerem um teste: pesquisem seus nomes e descubram: o que o google diz de você? Bibliotecários, vocês existem para o mundo (web)?? Seu nome está ligado à sua atividade e profissão?? Você está em movimento??
Obviamente que alguns nomes por serem comuns serão posicionados com outros não relacionados, mas não impedem de descobrir quem vocês são para o mundo através da grande teia global. Um exemplo disso foi o teste que fiz com o prof. Rodrigo Pereira, colocando somente “Rodrigo Pereira”. É um nome muito comum. Mesmo assim, obtive uma recuperação sobre ele na primeira página do Google. Então, mesmo que seu nome seja comum, o diferencial estará na sua atuação.
Bom teste a todos.
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Partindo do pressuposto que somos aquilo que o mundo nos descreve, observe que o filtro de tal descrição passa quase que em sua totalidade pelo que o Google direciona através dos seus mecanismos de busca, e que passa a ser a verdade a respeito de cada um.
Um ponto interessante a ser notado é que muitas instituições, ao contratar determinado profissional, estão utilizando a internet como forma de seleção, seja através de visitas ao perfil do candidato no Orkut, seja através de seu blog na internet, ou mesmo através de busca em ferramentas como o Google. A escolha depende agora também do que a web recomenda, e do que ela fala a seu respeito. Se ela não falar nada a seu respeito, isso pode até ser um mau sinal: você não existe no mundo (ao menos virtual).
Outro fator a ser levado em consideração com nossas informações na internet é a predominância de conteúdos que acabam por dar a nós um estereótipo, ou, um perfil profissional. O que pensaria um analista de RH de uma empresa ao buscar o nome de um candidato na internet e descobrir páginas e páginas de editais de concursos públicos? Será que seria contratado em detrimento a outro candidato que participa e aparece em listas de discussão, em fóruns ou em palestras e workshops?
O mercado de trabalho busca um profissional alinhado ao seu objeto de trabalho ou pesquisa, em constante movimento, e a web passa a ser o disseminador daquilo que acontece também no mundo real.
Assim, convido vocês a fazerem um teste: pesquisem seus nomes e descubram: o que o google diz de você? Bibliotecários, vocês existem para o mundo (web)?? Seu nome está ligado à sua atividade e profissão?? Você está em movimento??
Obviamente que alguns nomes por serem comuns serão posicionados com outros não relacionados, mas não impedem de descobrir quem vocês são para o mundo através da grande teia global. Um exemplo disso foi o teste que fiz com o prof. Rodrigo Pereira, colocando somente “Rodrigo Pereira”. É um nome muito comum. Mesmo assim, obtive uma recuperação sobre ele na primeira página do Google. Então, mesmo que seu nome seja comum, o diferencial estará na sua atuação.
Bom teste a todos.
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sábado, 29 de agosto de 2009
Projeto “Diálogos Informacionais”
Começa neste sábado (29/08/2009) o projeto “Diálogos informacionais”, iniciativa dos docentes do curso de Biblioteconomia do IESF, em Campo Grande-MS, e que se faz pertinente do ponto de vista tanto da educação continuada quanto da integração entre os profissionais da informação de Mato Grosso do Sul.
Conheça o projeto.
O que é?
Diálogos Informacionais é um projeto de extensão do curso de Biblioteconomia do IESF (Instituto de Ensino Superior da FUNLEC) idealizado e coordenado pelos professores Iuri Rocio Franco Rizzi e Orlando de Almeida Filho.
Para quem?
É voltado para os acadêmicos e professores do curso, para bibliotecários e profissionais da informação e demais interessados da comunidade externa.
Como surgiu?
O projeto surgiu da idéia de promover espaços de diálogo, aprendizado e interação entre os participantes, para além dos espaços tradicionais de sala de aula e laboratórios.
O que pretende?
Os objetivos do projeto são:
-Complementar a formação dos acadêmicos de Biblioteconomia do IESF.
-Proporcionar aos alunos egressos e bibliotecários da cidade uma possibilidade de formação continuada.
-Promover a aproximação entre academia e sociedade, isto é, entre os estudantes e os profissionais da área de Biblioteconomia, fortalecendo os elos entre ambas e a categoria como um todo.
Como?
O projeto se caracteriza por rodas de diálogos e dinâmicas de grupo entre os participantes. Os temas abordados poderão ser os mais diversos, dentro do contexto da Biblioteconomia e da Ciência da Informação, de acordo com o interesse dos participantes. Para o início das atividades, nós preparamos algumas dinâmicas e temas geradores. A partir daí, o grupo decidirá os caminhos a serem tomados para a construção do conhecimento. Portanto, todos os envolvidos poderão (e serão incentivados a) interferir no decorrer do processo e nos temas debatidos. Os temas geradores poderão partir das mais diversas manifestações culturais: textos, livros, filmes, entre outros, priorizando os materiais e temas não abordados em sala de aula. A característica de informalidade também será almejada e os locais escolhidos para a realização do projeto levarão em conta este ponto, preferencialmente lugares abertos, ao ar livre e diferentes dos locais tradicionais de aprendizado dos acadêmicos, como salas de aula e laboratórios.
Aos interessados, fica o convite e o endereço do blog do projeto para mais informações:
http://dialogosinfo.blogspot.com
Fonte: Blog “Diálogos Informacionais”
Deixe um comentário, clique aqui
Conheça o projeto.
O que é?
Diálogos Informacionais é um projeto de extensão do curso de Biblioteconomia do IESF (Instituto de Ensino Superior da FUNLEC) idealizado e coordenado pelos professores Iuri Rocio Franco Rizzi e Orlando de Almeida Filho.
Para quem?
É voltado para os acadêmicos e professores do curso, para bibliotecários e profissionais da informação e demais interessados da comunidade externa.
Como surgiu?
O projeto surgiu da idéia de promover espaços de diálogo, aprendizado e interação entre os participantes, para além dos espaços tradicionais de sala de aula e laboratórios.
O que pretende?
Os objetivos do projeto são:
-Complementar a formação dos acadêmicos de Biblioteconomia do IESF.
-Proporcionar aos alunos egressos e bibliotecários da cidade uma possibilidade de formação continuada.
-Promover a aproximação entre academia e sociedade, isto é, entre os estudantes e os profissionais da área de Biblioteconomia, fortalecendo os elos entre ambas e a categoria como um todo.
Como?
O projeto se caracteriza por rodas de diálogos e dinâmicas de grupo entre os participantes. Os temas abordados poderão ser os mais diversos, dentro do contexto da Biblioteconomia e da Ciência da Informação, de acordo com o interesse dos participantes. Para o início das atividades, nós preparamos algumas dinâmicas e temas geradores. A partir daí, o grupo decidirá os caminhos a serem tomados para a construção do conhecimento. Portanto, todos os envolvidos poderão (e serão incentivados a) interferir no decorrer do processo e nos temas debatidos. Os temas geradores poderão partir das mais diversas manifestações culturais: textos, livros, filmes, entre outros, priorizando os materiais e temas não abordados em sala de aula. A característica de informalidade também será almejada e os locais escolhidos para a realização do projeto levarão em conta este ponto, preferencialmente lugares abertos, ao ar livre e diferentes dos locais tradicionais de aprendizado dos acadêmicos, como salas de aula e laboratórios.
Aos interessados, fica o convite e o endereço do blog do projeto para mais informações:
http://dialogosinfo.blogspot.com
Fonte: Blog “Diálogos Informacionais”
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sábado, 22 de agosto de 2009
Mas pega fogo... Coloco lenha então!!!
Queridos leitores, não estranhem o título desta postagem. Ela é apenas oriunda da empolgação que me “acometeu” nosso colega Rosalvio, cujo manifesto sobre o “Curso de Especialização à distância em Gestão de Bibliotecas Escolares” na UFSC para bibliotecários e professores deu “pano pra manga”. A quem ainda não teve acesso ao texto, queira solicitar através de comentário que encaminho, e tirem suas próprias conclusões.
O motivo para tanto alvoroço na classe, que começou em Santa Catarina e se espalhou pelo Brasil, foi o fato de tratar do antigo conflito entre bibliotecários e professores em bibliotecas escolares. Além disso, também se observa a presença de um assunto já discutido nesse espaço, a desregulamentação da profissão.
Sem ater à minha opinião, deixo aqui fragmentos de palavras acaloradas do prof. Dr. Francisco Chagas de Souza, e também do colega Rosalvio, a respeito do curso de especialização, através do grupo de discussão que participo.
Após Rosalvio se colocar totalmente contra o fato de o curso de especialização aceitar professores, através de manifesto enviado por e-mail, Francisco emitiu um texto na lista de discussão da ACB, cujos fragmentos seguem:
[...] E esses esforços devem ser feitos de modo a que direitos conquistados pela sociedade e pelas profissões sejam preservados e que novos benefícios possam vir a ser conquistados para ambas as partes. Esse é o horizonte do Curso em questão. Assim, por quaisquer ângulos que se
queira ver: social, educacional, econômico, político ou jurídico, o Curso de Especialização a distância - Gestão de Bibliotecas Escolares É LEGAL.
De acordo com suas atribuições dadas legalmente, cabe a UFSC capacitar pessoas nas condições que suas fontes de financiamento assegure e, por ser uma Instituição pública seu ensino deve ser gratuito! O Curso é Gratuito!
Dentre os níveis de ensino possíveis a UFSC oferece a pós-graduação lato sensu. O Curso é de Pós-graduação! A quase totalidade das bibliotecas escolares em Santa Catarina não dispõe de bibliotecários graduados em nível superior. Mas aquelas que dispõe desses profissionais podem estimulá-los ao aperfeiçoamento. As escolas que não contam com a atuação de bibliotecários graduados em nível superior em sua biblioteca, mas se professores, podem estimular esses professores a participar do Curso desde que tenha o nível superior. O Curso vai pós-graduá-los e não profissionalizá-los. E indiretamente vai estimular as escolas a colocar nas suas bibliotecas bibliotecários graduados em nível superior, pois que o custo salarial do professor tende a ser igual ou maior que o do bibliotecário. Esse aspecto deve ser considerado!
[...]
Assim, haverá ilegalidade cometida pelo CRB se ele registrar como bibliotecários pessoas que não apresentem diploma de graduação em biblioteconomia, mas apenas de PÓS; haverá ilegalidade cometida pelo CRB se ele fechar os olhos para atuação, como bibliotecários, de professores com ou sem diploma de PÓS; haverá ilegalidade cometida pelo CRB se ele registrar e deixar de cobrar as anuidades dos profissionais de biblioteconomia.
[...]
Assim, não há base legal para se arguir a ilegalidade de funcionamento do Curso de Especialização a distância - Gestão de Bibliotecas Escolares/UFSC.
Att.
Prof. Francisco das Chagas de Souza, Dr.”
Diante do texto, Rosalvio fez suas considerações:
“[...]
Creio que todos poderão tirar suas conclusões depois da leitura. Mas coloco aqui alguns questionamentos:
1- Dá para acreditar que depois de fazer, o curso onde os professores irão aprender matérias específicas da atuação profissional do bibliotecário, esses professores não irão aplicar esses conhecimentos nas bibliotecas de suas escolas?
2- Dá pra acreditar que o curso "indiretamente vai estimular as escolas a colocar nas suas bibliotecas bibliotecários graduados em nível superior, pois que o custo salarial do professor tende a ser igual ou maior que o do bibliotecário"?
3- É de se esperar que uma escola seja "ingênua" a ponto de acreditar que a legislação que rege a profissão de bibliotecário seja suficiente para impedir o exercício ilegal da profissão?
4- É eticamente aceitável (já que legalmente é permitido) que uma escola produza pós-graduados capacitados para certas tarefas e coloque nos CRBs a responsabilidade de "impedí-los" de realizá-las?
5- Qual é o propósito de um curso desses se não é para os egressos atuarem em bibliotecas?
6- Os professores do curso irão esclarecer os pós-graduandos de que não poderão atuar em bibliotecas?
7- Pra que gastar dinheiro público para ensinar conhecimentos que por lei não poderão ser aplicados, exceto no caso do pós-graduado ser bibliotecário?
[...]
Vou dizer no que acredito depois de um curso desses:
- Dentro de pouco tempo teremos professores de escola dando de dedo na cara de bibliotecários se dizendo mais capacitados para o exercício da profissão.
A bem da verdade isso já acontece, mesmo sem o curso.
A UFSC/PGCIN pode estar agindo legalmente. Mas nem tudo que é legal é também moral e ético.
ACORDEM BIBLIOTECÁRIOS!!!
Ter uma profissão é tão importante que, quando se pergunta a alguém sobre o quê, ou quem ela é, sempre responde com o nome de sua profissão.
[...]
Rosalvio”
Diante do exposto, fica aberto à considerações.
A quem ainda desconhece o currículo do curso em questão, favor acessar o site da UFSC, na página do Departamento de Ciência da Informação ((http://www.cin.ufsc.br/ead.php ), para se interar do assunto.
O debate ainda está quente, e parece que inflamará mais. Quem precisar... tem lenha...
VISUALIZE OU FAÇA COMENTÁRIOS: CLIQUE AQUI
O motivo para tanto alvoroço na classe, que começou em Santa Catarina e se espalhou pelo Brasil, foi o fato de tratar do antigo conflito entre bibliotecários e professores em bibliotecas escolares. Além disso, também se observa a presença de um assunto já discutido nesse espaço, a desregulamentação da profissão.
Sem ater à minha opinião, deixo aqui fragmentos de palavras acaloradas do prof. Dr. Francisco Chagas de Souza, e também do colega Rosalvio, a respeito do curso de especialização, através do grupo de discussão que participo.
Após Rosalvio se colocar totalmente contra o fato de o curso de especialização aceitar professores, através de manifesto enviado por e-mail, Francisco emitiu um texto na lista de discussão da ACB, cujos fragmentos seguem:
[...] E esses esforços devem ser feitos de modo a que direitos conquistados pela sociedade e pelas profissões sejam preservados e que novos benefícios possam vir a ser conquistados para ambas as partes. Esse é o horizonte do Curso em questão. Assim, por quaisquer ângulos que se
queira ver: social, educacional, econômico, político ou jurídico, o Curso de Especialização a distância - Gestão de Bibliotecas Escolares É LEGAL.
De acordo com suas atribuições dadas legalmente, cabe a UFSC capacitar pessoas nas condições que suas fontes de financiamento assegure e, por ser uma Instituição pública seu ensino deve ser gratuito! O Curso é Gratuito!
Dentre os níveis de ensino possíveis a UFSC oferece a pós-graduação lato sensu. O Curso é de Pós-graduação! A quase totalidade das bibliotecas escolares em Santa Catarina não dispõe de bibliotecários graduados em nível superior. Mas aquelas que dispõe desses profissionais podem estimulá-los ao aperfeiçoamento. As escolas que não contam com a atuação de bibliotecários graduados em nível superior em sua biblioteca, mas se professores, podem estimular esses professores a participar do Curso desde que tenha o nível superior. O Curso vai pós-graduá-los e não profissionalizá-los. E indiretamente vai estimular as escolas a colocar nas suas bibliotecas bibliotecários graduados em nível superior, pois que o custo salarial do professor tende a ser igual ou maior que o do bibliotecário. Esse aspecto deve ser considerado!
[...]
Assim, haverá ilegalidade cometida pelo CRB se ele registrar como bibliotecários pessoas que não apresentem diploma de graduação em biblioteconomia, mas apenas de PÓS; haverá ilegalidade cometida pelo CRB se ele fechar os olhos para atuação, como bibliotecários, de professores com ou sem diploma de PÓS; haverá ilegalidade cometida pelo CRB se ele registrar e deixar de cobrar as anuidades dos profissionais de biblioteconomia.
[...]
Assim, não há base legal para se arguir a ilegalidade de funcionamento do Curso de Especialização a distância - Gestão de Bibliotecas Escolares/UFSC.
Att.
Prof. Francisco das Chagas de Souza, Dr.”
Diante do texto, Rosalvio fez suas considerações:
“[...]
Creio que todos poderão tirar suas conclusões depois da leitura. Mas coloco aqui alguns questionamentos:
1- Dá para acreditar que depois de fazer, o curso onde os professores irão aprender matérias específicas da atuação profissional do bibliotecário, esses professores não irão aplicar esses conhecimentos nas bibliotecas de suas escolas?
2- Dá pra acreditar que o curso "indiretamente vai estimular as escolas a colocar nas suas bibliotecas bibliotecários graduados em nível superior, pois que o custo salarial do professor tende a ser igual ou maior que o do bibliotecário"?
3- É de se esperar que uma escola seja "ingênua" a ponto de acreditar que a legislação que rege a profissão de bibliotecário seja suficiente para impedir o exercício ilegal da profissão?
4- É eticamente aceitável (já que legalmente é permitido) que uma escola produza pós-graduados capacitados para certas tarefas e coloque nos CRBs a responsabilidade de "impedí-los" de realizá-las?
5- Qual é o propósito de um curso desses se não é para os egressos atuarem em bibliotecas?
6- Os professores do curso irão esclarecer os pós-graduandos de que não poderão atuar em bibliotecas?
7- Pra que gastar dinheiro público para ensinar conhecimentos que por lei não poderão ser aplicados, exceto no caso do pós-graduado ser bibliotecário?
[...]
Vou dizer no que acredito depois de um curso desses:
- Dentro de pouco tempo teremos professores de escola dando de dedo na cara de bibliotecários se dizendo mais capacitados para o exercício da profissão.
A bem da verdade isso já acontece, mesmo sem o curso.
A UFSC/PGCIN pode estar agindo legalmente. Mas nem tudo que é legal é também moral e ético.
ACORDEM BIBLIOTECÁRIOS!!!
Ter uma profissão é tão importante que, quando se pergunta a alguém sobre o quê, ou quem ela é, sempre responde com o nome de sua profissão.
[...]
Rosalvio”
Diante do exposto, fica aberto à considerações.
A quem ainda desconhece o currículo do curso em questão, favor acessar o site da UFSC, na página do Departamento de Ciência da Informação ((http://www.cin.ufsc.br/ead.php ), para se interar do assunto.
O debate ainda está quente, e parece que inflamará mais. Quem precisar... tem lenha...
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sábado, 15 de agosto de 2009
Participação e interação neste espaço: análise e crítica
Aos seguidores deste espaço, tenho a grata satisfação em agradecer suas participações em todo o primeiro mês da construção do blog. Pretendi, ao criá-lo, desenvolver uma dinâmica de expressão, comunicação e debates, expondo minha percepção dos fatos que ocorrem em nosso meio profissional e acadêmico. Obviamente que nem sempre as opiniões convergem, o que é muito bom, afinal, da construção e desconstrução do pensamento é que o ser humano evolui ao longo da história com seus conceitos.
O texto a respeito da desregulamentação das profissões foi uma boa opção para acender o espírito de participação dos bibliotecários, porém, nem tanto como se poderia acreditar. Por isso fica a pergunta? Por que não há a participação efetiva, constante e em grande escala dos profissionais da informação de Mato Grosso do Sul?
Uma felicidade que tive e que corrobora com o que estou discorrendo é a participação de profissionais de outros Estados, seja em comentários, tornando-se membros, ou disseminando este espaço através de links nos seus blogs.
O fato é que sinto falta da participação, ainda mais, daqueles que foram meus professores ao longo do curso, e que sempre incentivaram o debate, o dinamismo e a escrita. Salvo exceções como Rodrigo e Eunice, incentivadores deste blog, que já deixaram valiosas contribuições em minhas postagens.
Mas, pergunto a você, caro leitor: o que não está funcionando? Por que não encanta? Os temas abordados são irrelevantes, fora de contexto? O que você gostaria de abordar?
Esta primeira análise traz questões como as explicitadas acima, de modo que possamos direcionar os textos à medida dos interesses coletivos da classe bibliotecária.
Fica então aberto a colocações, e espero que possamos ter mais participações, de modo que haja a inédita e tão sonhada união e interação dos bibliotecários do Mato Grosso do Sul, e claro, dialogando com os bibliotecários do nosso querido Brasil, sempre bem-vindos.
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O texto a respeito da desregulamentação das profissões foi uma boa opção para acender o espírito de participação dos bibliotecários, porém, nem tanto como se poderia acreditar. Por isso fica a pergunta? Por que não há a participação efetiva, constante e em grande escala dos profissionais da informação de Mato Grosso do Sul?
Uma felicidade que tive e que corrobora com o que estou discorrendo é a participação de profissionais de outros Estados, seja em comentários, tornando-se membros, ou disseminando este espaço através de links nos seus blogs.
O fato é que sinto falta da participação, ainda mais, daqueles que foram meus professores ao longo do curso, e que sempre incentivaram o debate, o dinamismo e a escrita. Salvo exceções como Rodrigo e Eunice, incentivadores deste blog, que já deixaram valiosas contribuições em minhas postagens.
Mas, pergunto a você, caro leitor: o que não está funcionando? Por que não encanta? Os temas abordados são irrelevantes, fora de contexto? O que você gostaria de abordar?
Esta primeira análise traz questões como as explicitadas acima, de modo que possamos direcionar os textos à medida dos interesses coletivos da classe bibliotecária.
Fica então aberto a colocações, e espero que possamos ter mais participações, de modo que haja a inédita e tão sonhada união e interação dos bibliotecários do Mato Grosso do Sul, e claro, dialogando com os bibliotecários do nosso querido Brasil, sempre bem-vindos.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Desregulamentação das profissões: e a Biblioteconomia?
Quando dei nova dinâmica a este blog, prometi a mim mesmo que iria estipular uma periodicidade em minhas postagens, determinada por, pelo menos, uma semana para atualizações. Determinei também que iria postar atualizações aos sábados, para facilitar a leitura daqueles que acessam este espaço.
Entretanto, vendo que a discussão sobre um novo tema se desenrola na postagem anterior, sobre o CBBD, me senti motivado a escrever e publicar antecipadamente um texto pertinente ao assunto. Coincidentemente, a própria discussão sobre o tema a ser abordado também se desenrolou no Congresso, em reunião com a ABECIN. Enfim, aqui se fará o espaço de discussão e debates “apimentados”, e assim espero que seja.
A discussão em questão se refere à “desregulamentação das profissões”, debate que envolve uma imensa quantidade de profissionais, inclusive bibliotecários, e que dará uma reviravolta no mercado de trabalho, caso se concretize. O fato é que o “agito” já começou, só quem está dormindo pesado é que não ouviu o barulho.
Sua evolução pode até assustar, devido à aparente formulação in continenti de seus pressupostos ideológicos e legais, mas não é bem assim. O debate não é novo e provavelmente não terá fim tão logo, embora decisões isoladas possam aquecer ainda mais a construção efetiva da idéia. Decisões como o parecer do ministro Gilmar Mendes, presidente do Superior Tribunal Federal, e sua declaração sobre o futuro das profissões, em especial, naquela ocasião, da profissão de jornalista. Tudo isso pareceu abalar o pensamento dos “inexoráveis” conselhos de classe, sindicatos, federações e afins, que já se reúnem para medidas de proteção.
Muitos defendem a extinção da exigência de curso superior para atuação em determinadas profissões, e que o diploma não representa, e eu concordo, o conhecimento que o indivíduo possui sobre alguma área. Sabe-se que o diploma não é a garantia de empregabilidade, e sim o conhecimento adquirido pelo profissional ao longo de sua formação, que não cessa na graduação.
No entanto, abrir mão de uma seleção prévia de profissionais é transformar o mercado em um caos profissional, analogia ao nosso “caos informacional”, indubitável em sua existência. Acaba por permitir que pessoas envoltas em silogismos erísticos sobre suas competências e habilidades assumam o lugar dos profissionais realmente capacitados para a função.
Não é uma questão de atender somente às demandas empresariais, mas de dar à sociedade um profissional qualificado em suas atividades técnicas, científicas e, sem dúvida alguma, sociais.
O “autoritarismo brasileiro” citado por alguns defensores da desregulamentação das profissões, ao mencionarem a inexistência de regulamentação em países do continente americano e europeu, “evoluídos” em seus pensamentos, fixa um descrédito nesse que é o modelo viável à garantia de trabalho aos profissionais em seus vários filões do mercado, que é o modelo brasileiro.
As bandeiras da liberdade e da democracia não podem ser o arrimo para permitir que qualquer pessoa se dirija como o profissional almejado, desde um rábula no lugar de advogados, ou uma “tiazinha” no lugar de bibliotecários. Claro que excessos devem ser verificados e combatidos como, em minha opinião, o exame da Ordem dos Advogados do Brasil, que se coloca totalmente contrário a liberdade do exercício da profissão em um Estado democrático de direito; e o oportunismo de uma elite escondida atrás do sindicalismo altamente corporativista.
Nesse contexto todo, a Biblioteconomia também precisa se posicionar, e seus profissionais devem dialogar sobre a situação, se colocar, seja a favor ou contra a desregulamentação profissional, para que não sejam pegos de surpresa quando o estopim vier, se é que ainda não veio. Quem acha que está seguro em suas bibliotecas, arquivos ou outros locais deve repensar sua posição.
Para finalizar e abrir a contribuições dos pares, expresso uma colocação que pode parecer que vem de encontro a muito do que eu disse, mas destaco que nós, bibliotecários, devemos em primeiro lugar, buscar a verdadeira auto-regulamentação, que é traduzida pelo conhecimento e reconhecimento da sociedade, ao ver nossa profissão como imprescindível meio de mudança e desenvolvimento, o que não ocorre nos dias atuais. Mas enquanto isso, mantenha-se a regulamentação.
Aberto a considerações.
Clique aqui para fazer um comentário.
Entretanto, vendo que a discussão sobre um novo tema se desenrola na postagem anterior, sobre o CBBD, me senti motivado a escrever e publicar antecipadamente um texto pertinente ao assunto. Coincidentemente, a própria discussão sobre o tema a ser abordado também se desenrolou no Congresso, em reunião com a ABECIN. Enfim, aqui se fará o espaço de discussão e debates “apimentados”, e assim espero que seja.
A discussão em questão se refere à “desregulamentação das profissões”, debate que envolve uma imensa quantidade de profissionais, inclusive bibliotecários, e que dará uma reviravolta no mercado de trabalho, caso se concretize. O fato é que o “agito” já começou, só quem está dormindo pesado é que não ouviu o barulho.
Sua evolução pode até assustar, devido à aparente formulação in continenti de seus pressupostos ideológicos e legais, mas não é bem assim. O debate não é novo e provavelmente não terá fim tão logo, embora decisões isoladas possam aquecer ainda mais a construção efetiva da idéia. Decisões como o parecer do ministro Gilmar Mendes, presidente do Superior Tribunal Federal, e sua declaração sobre o futuro das profissões, em especial, naquela ocasião, da profissão de jornalista. Tudo isso pareceu abalar o pensamento dos “inexoráveis” conselhos de classe, sindicatos, federações e afins, que já se reúnem para medidas de proteção.
Muitos defendem a extinção da exigência de curso superior para atuação em determinadas profissões, e que o diploma não representa, e eu concordo, o conhecimento que o indivíduo possui sobre alguma área. Sabe-se que o diploma não é a garantia de empregabilidade, e sim o conhecimento adquirido pelo profissional ao longo de sua formação, que não cessa na graduação.
No entanto, abrir mão de uma seleção prévia de profissionais é transformar o mercado em um caos profissional, analogia ao nosso “caos informacional”, indubitável em sua existência. Acaba por permitir que pessoas envoltas em silogismos erísticos sobre suas competências e habilidades assumam o lugar dos profissionais realmente capacitados para a função.
Não é uma questão de atender somente às demandas empresariais, mas de dar à sociedade um profissional qualificado em suas atividades técnicas, científicas e, sem dúvida alguma, sociais.
O “autoritarismo brasileiro” citado por alguns defensores da desregulamentação das profissões, ao mencionarem a inexistência de regulamentação em países do continente americano e europeu, “evoluídos” em seus pensamentos, fixa um descrédito nesse que é o modelo viável à garantia de trabalho aos profissionais em seus vários filões do mercado, que é o modelo brasileiro.
As bandeiras da liberdade e da democracia não podem ser o arrimo para permitir que qualquer pessoa se dirija como o profissional almejado, desde um rábula no lugar de advogados, ou uma “tiazinha” no lugar de bibliotecários. Claro que excessos devem ser verificados e combatidos como, em minha opinião, o exame da Ordem dos Advogados do Brasil, que se coloca totalmente contrário a liberdade do exercício da profissão em um Estado democrático de direito; e o oportunismo de uma elite escondida atrás do sindicalismo altamente corporativista.
Nesse contexto todo, a Biblioteconomia também precisa se posicionar, e seus profissionais devem dialogar sobre a situação, se colocar, seja a favor ou contra a desregulamentação profissional, para que não sejam pegos de surpresa quando o estopim vier, se é que ainda não veio. Quem acha que está seguro em suas bibliotecas, arquivos ou outros locais deve repensar sua posição.
Para finalizar e abrir a contribuições dos pares, expresso uma colocação que pode parecer que vem de encontro a muito do que eu disse, mas destaco que nós, bibliotecários, devemos em primeiro lugar, buscar a verdadeira auto-regulamentação, que é traduzida pelo conhecimento e reconhecimento da sociedade, ao ver nossa profissão como imprescindível meio de mudança e desenvolvimento, o que não ocorre nos dias atuais. Mas enquanto isso, mantenha-se a regulamentação.
Aberto a considerações.
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sábado, 1 de agosto de 2009
CBBD 2009: 3º diálogo (final): Apresentações e stands
Mesmo diante de tamanha importância que é a contribuição do Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação (CBBD), tanto para as pesquisas quanto para as práticas dos profissionais da informação, encerrarei os relatos sobre os acontecimentos, tendo em vista que, em mundo cada vez mais dinâmico do ponto de vista da informação, como o que vivenciamos na atualidade, outros fatos e discussões carecem de uma intervenção para o desenvolvimento do pensamento humano, e consequentemente, a saída do status “quo” que, porventura, possa existir a respeito do assunto e que não deve prevalecer. E acontecimento na área é o que não falta!
Por esse entendimento, neste último diálogo a respeito do CBBD, faço um breve relato sobre as apresentações vistas por mim, bem como uma observação geral dos stands e suas respectivas instituições participantes, de modo a dar a quem não pode participar, a noção, mesmo que superficial, do que lá se presenciou. Peço que, caso eu esqueça algo, vocês postem comentários me lembrando.
As apresentações que pude participar, em geral, contribuíram de maneira significativa para enriquecer meu entendimento sobre o motivo principal de meu trabalho com a informação, ou melhor, a quem se destina tudo o que faço, o usuário, seja inserindo-o numa análise sobre a cultura informacional, seja em um debate sobre como dar a ele competências para buscar e utilizar a informação para produzir conhecimento, tornando-o mais autônomo em sua busca pelo saber, ou mesmo pensando em maneiras de priorizar e proporcionar o acesso à informação e aos ambientes informacionais.
Nessas apresentações ficou evidente que se deve cada vez mais focar no ambiente externo da organização, e não ficar com o trabalho interno esperando alguém para atender suas demandas. Com essa realidade, vem contribuir outras apresentações, como o trabalho com portais coorporativos, serviços de referência virtual, publicações institucionais, utilização das TICs, seja com ferramentas simples e gratuitas, seja com softwares de código aberto, ou mesmo grandes plataformas de desenvolvimento.
Faço aqui um destaque especial para as apresentações dos bibliotecários do Estado de Mato Grosso do Sul, que se fizeram presentes no Congresso expondo seus trabalhos, dentre eles o autor desta postagem. Satisfeito também ficamos em saber que os profissionais bibliotecários de Mato Grosso do Sul estão fomentando debates dentro dos grandes eixos de discussão da biblioteconomia e ciência da informação a nível nacional, como visto nos trabalhos sobre competência em informação, inteligência competitiva, mercado de trabalho, dentre outros.
Passando para a análise dos stands, bem como seus expositores, a presença de empresas estrangeiras foi dominante. Isso pode ser reflexo tanto do preço cobrado pelos organizadores, quanto da estrutura de empresas brasileiras atuantes no setor, e a falta de comunicação entre elas. O fato é que as empresas que lá estavam transformaram as exposições de seus produtos em “coisa de outro mundo”. O ápice de tanta ostentação, a meu ver, foi uma máquina para digitalização de documentos, de marca Zeutschel, cujo valor equivale a um apartamento em frente ao Shopping Campo Grande, na capital daqui de Mato Grosso do Sul, ou mesmo o valor de um carro esportivo e importado. Comento isso sem conotações de reprovação, pelo contrário, como forma de mostrar o nível que a área se encontra, e como é reconhecida, ao menos, no exterior.
Outro ponto forte nos stands, e isso não é novidade, foi a presença das representantes das bases de dados, e-books e afins, mostrando o mundo da informação on-line, mundo esse restrito aos usuários assinantes. Empresas como Proquest, Dot. Lib, Gale, dentre outras, propiciaram momentos cheios de opções no mundo do conhecimento digital e virtual.
As empresas de tecnologias também se fizeram presentes com seus softwares de automação de bibliotecas, ou gerenciadores de unidades de informação. Nesse ramo houve variedades de empresas, nacionais e estrangeiras, cada uma com suas soluções inteligentes. Um fato visto nessas empresas e que é digno de se comemorar é a participação efetiva de bibliotecários, contratados ou associados desses negócios. Além disso, as conversas com tais profissionais se fizeram profícuas fontes de informação.
Houve também a participação de empresas com mobiliários para arquivos, equipamentos de segurança para bibliotecas, instituições como o IBICT, CAPES, CFB, FEBAB, APB/MS (Associação dos Profissionais Bibliotecários de Mato Grosso do Sul), Editoras e outras que não me recordo no momento.
Todo esse conjunto movimentou o CBBD 2009, aliado aos eventos simultâneos e reuniões de entidades ocorridas no período da manhã, que não foram descritas, mas que estão sendo citadas; festas na noite de Bonito, seja nos bares e restaurantes, seja no “Information Fest”, organizada pelo 5º semestre de Biblioteconomia do IESF, de Campo Grande-MS; e tudo isso no paraíso das águas da cidade que acolheu o Congresso e seus participantes.
O que fica, além das amizades feitas, das novidades vistas, é o conhecimento internalizado, que certamente não vai parar. Irá se transformar, se desenvolver, e produzirá novos outros conhecimentos, continuando o ciclo que, espero, eu veja no próximo CBBD.
Até a próxima...
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Por esse entendimento, neste último diálogo a respeito do CBBD, faço um breve relato sobre as apresentações vistas por mim, bem como uma observação geral dos stands e suas respectivas instituições participantes, de modo a dar a quem não pode participar, a noção, mesmo que superficial, do que lá se presenciou. Peço que, caso eu esqueça algo, vocês postem comentários me lembrando.
As apresentações que pude participar, em geral, contribuíram de maneira significativa para enriquecer meu entendimento sobre o motivo principal de meu trabalho com a informação, ou melhor, a quem se destina tudo o que faço, o usuário, seja inserindo-o numa análise sobre a cultura informacional, seja em um debate sobre como dar a ele competências para buscar e utilizar a informação para produzir conhecimento, tornando-o mais autônomo em sua busca pelo saber, ou mesmo pensando em maneiras de priorizar e proporcionar o acesso à informação e aos ambientes informacionais.
Nessas apresentações ficou evidente que se deve cada vez mais focar no ambiente externo da organização, e não ficar com o trabalho interno esperando alguém para atender suas demandas. Com essa realidade, vem contribuir outras apresentações, como o trabalho com portais coorporativos, serviços de referência virtual, publicações institucionais, utilização das TICs, seja com ferramentas simples e gratuitas, seja com softwares de código aberto, ou mesmo grandes plataformas de desenvolvimento.
Faço aqui um destaque especial para as apresentações dos bibliotecários do Estado de Mato Grosso do Sul, que se fizeram presentes no Congresso expondo seus trabalhos, dentre eles o autor desta postagem. Satisfeito também ficamos em saber que os profissionais bibliotecários de Mato Grosso do Sul estão fomentando debates dentro dos grandes eixos de discussão da biblioteconomia e ciência da informação a nível nacional, como visto nos trabalhos sobre competência em informação, inteligência competitiva, mercado de trabalho, dentre outros.
Passando para a análise dos stands, bem como seus expositores, a presença de empresas estrangeiras foi dominante. Isso pode ser reflexo tanto do preço cobrado pelos organizadores, quanto da estrutura de empresas brasileiras atuantes no setor, e a falta de comunicação entre elas. O fato é que as empresas que lá estavam transformaram as exposições de seus produtos em “coisa de outro mundo”. O ápice de tanta ostentação, a meu ver, foi uma máquina para digitalização de documentos, de marca Zeutschel, cujo valor equivale a um apartamento em frente ao Shopping Campo Grande, na capital daqui de Mato Grosso do Sul, ou mesmo o valor de um carro esportivo e importado. Comento isso sem conotações de reprovação, pelo contrário, como forma de mostrar o nível que a área se encontra, e como é reconhecida, ao menos, no exterior.
Outro ponto forte nos stands, e isso não é novidade, foi a presença das representantes das bases de dados, e-books e afins, mostrando o mundo da informação on-line, mundo esse restrito aos usuários assinantes. Empresas como Proquest, Dot. Lib, Gale, dentre outras, propiciaram momentos cheios de opções no mundo do conhecimento digital e virtual.
As empresas de tecnologias também se fizeram presentes com seus softwares de automação de bibliotecas, ou gerenciadores de unidades de informação. Nesse ramo houve variedades de empresas, nacionais e estrangeiras, cada uma com suas soluções inteligentes. Um fato visto nessas empresas e que é digno de se comemorar é a participação efetiva de bibliotecários, contratados ou associados desses negócios. Além disso, as conversas com tais profissionais se fizeram profícuas fontes de informação.
Houve também a participação de empresas com mobiliários para arquivos, equipamentos de segurança para bibliotecas, instituições como o IBICT, CAPES, CFB, FEBAB, APB/MS (Associação dos Profissionais Bibliotecários de Mato Grosso do Sul), Editoras e outras que não me recordo no momento.
Todo esse conjunto movimentou o CBBD 2009, aliado aos eventos simultâneos e reuniões de entidades ocorridas no período da manhã, que não foram descritas, mas que estão sendo citadas; festas na noite de Bonito, seja nos bares e restaurantes, seja no “Information Fest”, organizada pelo 5º semestre de Biblioteconomia do IESF, de Campo Grande-MS; e tudo isso no paraíso das águas da cidade que acolheu o Congresso e seus participantes.
O que fica, além das amizades feitas, das novidades vistas, é o conhecimento internalizado, que certamente não vai parar. Irá se transformar, se desenvolver, e produzirá novos outros conhecimentos, continuando o ciclo que, espero, eu veja no próximo CBBD.
Até a próxima...
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