quarta-feira, 14 de outubro de 2009

PROLER 2009



Acontecerá nos dias 21, 22 e 23 de Outubro o 10º Encontro do PROLER, na cidade de Campo Grande, MS. Evento tradicional nas várias regiões do país, Mato Grosso do Sul não poderia ficar de fora. O PROLER no Estado vem a cada ano contribuindo para a educação continuada dos diversos profissionais, promovendo também a interação entre eles.
Sempre com dinamismo, todo ano busca inovar, seja nas palestras e oficinas, seja nas atividades culturais, e até mesmo facilitando o acesso ao local do evento.
Faça já sua inscrição. Para saber mais sobre o evento, clique aqui para ver o folder de divulgação.

sábado, 10 de outubro de 2009

Novo recurso de comunicação: O Bibliotecário on line

Quando resolvi criar este blog, a intenção principal era (e continua sendo) interagir com os profissionais da informação, meus pares, e também com pessoas interessadas em discutir os mais variados vieses que envolvem a Biblioteconomia e a Ciência da Informação.
A cada dia, buscar recursos que empregam mais dinamismo ao processo de compartilhamento de informação e à comunicação passou a ser uma missão para mim. Com tantos recursos, a incompatibilidade se tornou empecilho e fonte de análise, pois nem todas as ferramentas interagem em um nível uniforme e global.
Diante do exposto, começa a fazer parte deste espaço um novo recurso de comunicação, que aderi após conhecê-lo por meio da postagem de Moreno Barros no blog “Bibliotecários sem fronteiras”. O recurso se chama “Bibliotecário on line”.
Para interagir, basta digitar sua mensagem no campo ao lado, no recurso “Bibliotecário on line” e apertar a tecla Enter. Não há necessidade de fazer cadastro nem login. É o genuíno livre acesso.
A única recomendação para que o aplicativo funcione é ter instalado o plugin do “Flash player”, que provavelmente já está instalado na maioria dos computadores. Caso não esteja, clique aqui e instale agora.
Fique à vontade para escrever críticas, sugestões, tirar dúvidas, solicitar informação etc. O que eu puder contribuir, certamente o farei, com a vantagem da comunicação instantânea e sem problemas de compatibilidade. Caso queira receber informações como notícias por e-mail e serviço de alerta, utilize este recurso, enviando seu endereço eletrônico e seu nome para que eu adicione à minha lista de contatos.
O novo recurso ainda está em fase de teste, e por isso peço a colaboração de vocês no sentido de utilizar a ferramenta e ver suas possibilidades.
Qualquer dúvida sobre a utilização do sistema deixe comentários que respondo.
Bem vindos à nova fase da comunicação deste espaço. Vamos teclar.

VISUALIZE OU FAÇA COMENTÁRIOS: CLIQUE AQUI

sábado, 3 de outubro de 2009

As estrelas da Biblioteconomia de Mato Grosso do Sul

O Guia do Estudante reconheceu recentemente a qualidade do curso de Biblioteconomia de Mato Grosso do Sul, através de sua mantenedora, o Instituto de Ensino Superior da Funlec, e atribuiu-lhe “3 estrelas” como indicativo de que o curso cada vez mais está ganhando notoriedade, e melhor que isso, crescendo ao longo dos anos.
À primeira vista parece não ser tão vertiginoso esse desenvolvimento, afinal, há outras instituições que receberam mais estrelas. Entretanto, em uma análise mais aprofundada, pode-se notar que os contextos entre tais instituições e o IESF são diferentes, bem como o curso em questão.
O curso de Biblioteconomia do IESF, único curso de Biblioteconomia no Estado de Mato Grosso do Sul, teve sua primeira turma formada em 2006, perfazendo um total exato de 100 bacharelados no Estado até o presente momento, segundo dados da coordenação do curso de Biblioteconomia do IESF.
Isso sugere que a biblioteconomia sul-mato-grossense teve um amadurecimento em 3 anos, caminhando quando deveria engatinhar, se for levada em conta sua idade.
Nessa perspectiva, o mérito das 3 estrelas da Biblioteconomia se multiplicam em centenas de outras estrelas que formam a classe bibliotecária de Mato Grosso do Sul. Mesclam-se com profissionais de outros estados, que vem contribuir com seus conhecimentos, aprimorando as teorias e práticas dos que aqui atuam.
De professores do curso a profissionais em unidades de informação, que possibilitam diariamente o reconhecimento profissional por parte da sociedade, ainda com a imagem ultrapassada do profissional da informação e de sua “utilidade”.
Houve muitas conquistas ao longo do tempo, e em minha opinião, toda a área biblioteconômica no Estado está em um momento singular, que deve ser aproveitado. O reconhecimento está existindo, e precisamos conquistar mais vitórias. Paralelo a isso, existem desafios, que precisam ser superados, e que espero que sejam vencidos sim.
Por isso, esse breve texto é pra dizer: Parabéns a todos os bibliotecários que buscam possibilitar o acesso à informação para o povo de Mato Grosso do Sul. As verdadeiras estrelas são vocês!!!

Contribuição: Prof. Rodrigo Pereira

domingo, 27 de setembro de 2009

“Incomodados” e “acomodados”: a diferença

Após visita ao blog do professor Rodrigo (ver minha lista de indicação de Blogs), li um comentário de uma acadêmica de biblioteconomia que me motivou a escrever comentário de resposta, e por conseqüência, esta nova postagem, quando coloquei duas palavras parecidas no som, mas diferentes na essência.
Veja que as palavras que estão entre aspas no título acima têm uma sonoridade parecida: “incomodados”, “acomodados”. Mas o significado delas não tem nada em comum. Veremos, segundo o dicionário Aurélio, como desenrola essa aproximação pela diferenciação.
Incomodado [Particípio de incomodar.] Adjetivo. 1.Que sofre incômodo ou sente incomodidade. 2.Molestado, importunado.
Incomodidade: 1.Qualidade ou situação de incômodo; falta de comodidade.
Comodidade: [Do lat. commoditate.] Substantivo feminino. 1.Qualidade do que é cômodo. 2.Bem-estar, conforto.
Acomodado [Part. de acomodar.] Adjetivo. 1.Apropriado, adequado, cômodo. 2.Tranqüilo, quieto, sossegado. 3.Ajustado a uma situação sem estar, ou não estando inteiramente, de acordo com ela; adaptado.

Peço a ajuda de vocês, fantásticos leitores, para analisar esse desenvolvimento.
Nota-se que o adjetivo “incomodado” se refere a alguém que está sendo “importunado” por alguma coisa, um fato, uma situação, ao passo que alguém “acomodado” está “sossegado”, ou “adaptado” em determinado ambiente ou situação, que possibilita a ele não querer sair de lá, afinal, não está sendo “importunado”.
Trazendo para o contexto biblioteconômico, o que se vê são muitos profissionais “acomodados” em seu ambiente de trabalho, ou até fora dele, e que não estão “incomodados”, nem com sua situação, muito menos com a situação da classe e da área. Aos que estão em seus locais de trabalho, muitos em bibliotecas, até podem ser justificados por seus salários, garantidos todo mês, principalmente se forem funcionários públicos.
Já os acomodados que estão fora do mercado de trabalho, se torna ilógico estarem acomodados, afinal, muitos estão desempregados, ou estão trabalhando em áreas diferentes, muitas vezes, com função de nível médio. Estão deixando de exercer sua profissão, de ganhar mais, de realmente contribuir em sua área de formação, e continuam isolados por diversos lugares.
Por outro lado, e que bom que existe o outro lado, tem-se na biblioteconomia verdadeiros profissionais “incomodados” com várias situações, e estes movimentam e desenvolvem a área. Antes eu havia me referido aos funcionários públicos, e aqui volto a lembrá-los. São os funcionários públicos que tem tudo para serem profissionais acomodados, mas, pelo contrário, estão sempre ativos, militando na área, inquietos em seus questionamentos e ideias, e que inquietam mais e mais pessoas.
Na lista de “Incomodados” estão profissionais fantásticos, que não desistem de tentar, de interagir, de recriar, e que muitas vezes fazem isso somente com a recompensa de se sentirem úteis. A estas pessoas, fica o agradecimento, direto ou indireto, até mesmo dos “acomodados”, que se beneficiam de tal proatividade.
A cada ano saem novas turmas das academias, egressos que receberam muitas informações de seus “incomodados”. Egressos que terão que escolher se serão “incomodados” ou “acomodados”.
E você, acadêmico, profissional, em sua atual situação, se sente “incomodado” ou “acomodado”?? Não se sinta envergonhado em dizer. Afinal, um importante passo para encontrar a solução é reconhecendo o problema.

VISUALIZE OU FAÇA COMENTÁRIOS: CLIQUE AQUI

sábado, 19 de setembro de 2009

Campanha “troque Jô Soares por Leda Nagle”

Confesso que esta não era para ser a postagem da semana, e eu já estava com um texto pronto para publicar. Porém, algo me chamou a atenção e decidi compartilhar com vocês.
Não sou adepto à televisão, sobretudo, quando se trata da televisão aberta. Alguns poucos programas se salvam, em minha opinião, como o “Altas horas”, por exemplo, mas a maioria apenas explora nossa irracionalidade primitiva, cheio de conteúdo banal, diálogos com duplo sentido, e muita, muita, pornografia disfarçada.
Mesmo assim, na quarta-feira fui motivado a acompanhar o “Programa do Jô”, ocasião em que entrevistava um abnegado cidadão que é responsável por difundir a cultura e o conhecimento pelas comunidades rurais de uma região do país (veja a entrevista). A oportunidade de ouvir em rede nacional, em canal aberto, relatos de sucesso da leitura e da biblioteca servindo à sociedade, sem dúvida alguma é um momento ímpar. Cheguei da biblioteca onde trabalho, e a entrevista havia começado naquele instante. A noite prometia.
Entretanto, a muito se sabe que nem tudo é perfeito. Com isso, ao mesmo tempo em que se tem uma pessoa como o professor Geraldo Prado disposto a relatar as contribuições maravilhosas que vem fazendo em prol da população, também se tem um apresentador disposto a ouvir pouco e a fazer muita piada (sem graça).
A cada relato sobre a biblioteca itinerante, sobre a história da formação do acervo da biblioteca no sertão baiano; da conquista de leitores; das parcerias incríveis com diversos órgãos e elaboração de projetos para captação de recursos, ouviam-se comentários maliciosos do entrevistador, piadas com seu “bode expiatório”, Bira, e tudo mais que se possa tentar ser engraçado, em um assunto da maior importância. O ápice de tal comportamento inoportuno foi quando “o da caneca” preferiu caçoar do animal escolhido para simbolizar a disseminação da leitura e do conhecimento, análogo à realidade nordestina, em detrimento em saber de que modo tal gesto impactou no desenvolvimento daquela localidade.
Para encerrar a brilhante entrevista, o avultoso apresentador recebe com tom de menosprezo a lembrança do humilde entrevistado. O presenteado só muda abruptamente de tom ao saber que a mesma foi comprada em Copenhague, Dinamarca.
Transcrevendo a mensagem de meu amigo Marcos Rubens, também perplexo ao final da entrevista, em que ele diz: “excesso de cultura ou falta dela fez mal a consciência sociocultural dele”, se referindo ao entrevistador. Aproveito e transformo-a em pergunta: excesso de cultura ou falta dela fez mal a consciência sociocultural dele?
É notório o conhecimento que Jô Soares possui, desde cultura geral, passando pela literatura, dramaturgia, música, e idiomas. Uma pessoa muito inteligente, que tem a possibilidade de transformar seu programa em um verdadeiro ponto de cultura, mas que prefere, ou não controla, sua mania de contador de piada sem graça.
Por outro lado, ao acompanhar o programa “Sem censura”, apresentado por Leda Nagle na Rede Brasil, fica evidente o que é um verdadeiro programa de entrevistas, e mais, com conteúdo proveitoso.
Talvez por coincidência ou propósito do destino, cheguei da biblioteca na quinta-feira, e liguei a televisão no programa citado, momento em que passava a Leda entrevistando Pedro Cardoso. Na ocasião, o ator de “A grande família” dava uma verdadeira aula de cidadania, de sabedoria, de ética e moral a todos. Falava desde a pornografia na televisão, até a opressão do Estado sobre a individualidade e liberdade do cidadão. Em nenhum momento Leda interrompeu o entrevistado, nem mesmo no momento em que ele se posicionou a favor da desregulamentação da profissão de jornalista, cuja ideia ela não corroborava. Muito menos fez piadinha sem graça, para “quebrar o gelo”.
Naquela hora pensei: “bem que o entrevistado do ‘Programa do Jô’ de ontem poderia ter ido no ‘Sem censura’, da Leda”. Mesmo que a audiência fosse menor, ainda assim ganharia muito mais notoriedade, e aproveitamento. Mas como mencionei no início, nem tudo é perfeito.
Por isso, a partir de hoje, vou aderir à campanha: “troque Jô Soares por Leda Nagle”!!!! Sem dúvida contribuiria mais para o desenvolvimento da sociedade, em seus inúmeros aspectos.
Fica o convite a todos os que viram a entrevista de quarta-feira, e que se sentiram incomodados com a falta de noção do entrevistador, apresentador, comediante, ou seja lá o que ele acha que é.
VISUALIZE OU FAÇA COMENTÁRIOS: CLIQUE AQUI

sábado, 12 de setembro de 2009

O Bibliotecário e sua imagem na teia global: o que o Google diz de você?

No meio tempo em que fiquei sem postar, algo me provocou uma vontade repentina de saber como o mundo me vê, ou melhor, como eu sou visto na grande teia global, “dominada” pela ferramenta Google.
Partindo do pressuposto que somos aquilo que o mundo nos descreve, observe que o filtro de tal descrição passa quase que em sua totalidade pelo que o Google direciona através dos seus mecanismos de busca, e que passa a ser a verdade a respeito de cada um.
Um ponto interessante a ser notado é que muitas instituições, ao contratar determinado profissional, estão utilizando a internet como forma de seleção, seja através de visitas ao perfil do candidato no Orkut, seja através de seu blog na internet, ou mesmo através de busca em ferramentas como o Google. A escolha depende agora também do que a web recomenda, e do que ela fala a seu respeito. Se ela não falar nada a seu respeito, isso pode até ser um mau sinal: você não existe no mundo (ao menos virtual).
Outro fator a ser levado em consideração com nossas informações na internet é a predominância de conteúdos que acabam por dar a nós um estereótipo, ou, um perfil profissional. O que pensaria um analista de RH de uma empresa ao buscar o nome de um candidato na internet e descobrir páginas e páginas de editais de concursos públicos? Será que seria contratado em detrimento a outro candidato que participa e aparece em listas de discussão, em fóruns ou em palestras e workshops?
O mercado de trabalho busca um profissional alinhado ao seu objeto de trabalho ou pesquisa, em constante movimento, e a web passa a ser o disseminador daquilo que acontece também no mundo real.
Assim, convido vocês a fazerem um teste: pesquisem seus nomes e descubram: o que o google diz de você? Bibliotecários, vocês existem para o mundo (web)?? Seu nome está ligado à sua atividade e profissão?? Você está em movimento??
Obviamente que alguns nomes por serem comuns serão posicionados com outros não relacionados, mas não impedem de descobrir quem vocês são para o mundo através da grande teia global. Um exemplo disso foi o teste que fiz com o prof. Rodrigo Pereira, colocando somente “Rodrigo Pereira”. É um nome muito comum. Mesmo assim, obtive uma recuperação sobre ele na primeira página do Google. Então, mesmo que seu nome seja comum, o diferencial estará na sua atuação.
Bom teste a todos.

VISUALIZE OU FAÇA COMENTÁRIOS: CLIQUE AQUI

sábado, 29 de agosto de 2009

Projeto “Diálogos Informacionais”

Começa neste sábado (29/08/2009) o projeto “Diálogos informacionais”, iniciativa dos docentes do curso de Biblioteconomia do IESF, em Campo Grande-MS, e que se faz pertinente do ponto de vista tanto da educação continuada quanto da integração entre os profissionais da informação de Mato Grosso do Sul.
Conheça o projeto.

O que é?
Diálogos Informacionais é um projeto de extensão do curso de Biblioteconomia do IESF (Instituto de Ensino Superior da FUNLEC) idealizado e coordenado pelos professores Iuri Rocio Franco Rizzi e Orlando de Almeida Filho.
Para quem?
É voltado para os acadêmicos e professores do curso, para bibliotecários e profissionais da informação e demais interessados da comunidade externa.
Como surgiu?
O projeto surgiu da idéia de promover espaços de diálogo, aprendizado e interação entre os participantes, para além dos espaços tradicionais de sala de aula e laboratórios.
O que pretende?
Os objetivos do projeto são:
-Complementar a formação dos acadêmicos de Biblioteconomia do IESF.
-Proporcionar aos alunos egressos e bibliotecários da cidade uma possibilidade de formação continuada.
-Promover a aproximação entre academia e sociedade, isto é, entre os estudantes e os profissionais da área de Biblioteconomia, fortalecendo os elos entre ambas e a categoria como um todo.
Como?
O projeto se caracteriza por rodas de diálogos e dinâmicas de grupo entre os participantes. Os temas abordados poderão ser os mais diversos, dentro do contexto da Biblioteconomia e da Ciência da Informação, de acordo com o interesse dos participantes. Para o início das atividades, nós preparamos algumas dinâmicas e temas geradores. A partir daí, o grupo decidirá os caminhos a serem tomados para a construção do conhecimento. Portanto, todos os envolvidos poderão (e serão incentivados a) interferir no decorrer do processo e nos temas debatidos. Os temas geradores poderão partir das mais diversas manifestações culturais: textos, livros, filmes, entre outros, priorizando os materiais e temas não abordados em sala de aula. A característica de informalidade também será almejada e os locais escolhidos para a realização do projeto levarão em conta este ponto, preferencialmente lugares abertos, ao ar livre e diferentes dos locais tradicionais de aprendizado dos acadêmicos, como salas de aula e laboratórios.
Aos interessados, fica o convite e o endereço do blog do projeto para mais informações:
http://dialogosinfo.blogspot.com

Fonte: Blog “Diálogos Informacionais”

Deixe um comentário, clique aqui